O cirurgião português que liderou e realizou o primeiro transplante de rins em Cabo Verde virou herói nacional e destaque na imprensa portuguesa pelo feito histórico. Recuperamos a entrevista exclusiva que deu ao Santiago Magazine há três anos onde alertava o país para a necessidade vital de se aprovar a lei do transplante e assim "deixar de matar doentes".
“Recuso-me a acreditar, que essa decisão do TC, um pouco descompassada com generalidade das doutrinas, especialmente, com as prevalecentes no mundo que nos é próximo, se ficou a dever ao facto de o nome de Amadeu Oliveira constar do processo. Repito: recuso-me a acreditar que assim seja, muito embora, haja muita gente a pensar que há uma indesejável e inaceitável “contaminação”. Arrepio-me só de pensar, porque é muito mau demais, só de e por pensar.
Clóvis Silva criticou a “fuga sistemática” do Governo ao parlamento, apontando a não realização de debates com ministros e com o primeiro-ministro em março, por falta de indicação do grupo parlamentar do MpD. Mais vale não vir do que vir e não ter nada de concreto para apresentar”, declarou o líder parlamentar do principal partido da oposição.
O artigo de José António dos Reis, publicado no Santiago Magazine, não é so um exercício de opinião. É um murro na mesa. Um texto que incomoda porque expõe, sem rodeios, aquilo que muitos preferem ignorar: as fragilidades — ou cumplicidades — do sistema judicial cabo-verdiano diante de um dos casos mais controversos dos últimos anos, o de Amadeu Oliveira.
Não sou e nunca fui e jamais esteve nas minhas cogitações pôr em causa o sistema judicial ou ser contra a Justiça, e, muito menos, atacar ou enfraquecer as instituições da República. Sou pela Justiça, pelo Direito e pelo institucionalismo porque acredito que são esses os predicados inerentes a qualquer sociedade que se quer justa, regida pelo princípio da legalidade e organizada em instituições fortes e credíveis.
Parlamentares do maior partido da oposição, eleitos pelo círculo de Santo Antão, defenderam ontem ser necessário repensar as estruturas de saúde da ilha, porquanto, tanto o Hospital Regional quanto o Centro de Saúde de Porto Novo apresentam “estruturas arcaicas e ultrapassadas, que não respondem às demandas atuais e nem aos desafios futuros”.
O deputado volta a ser o cabeça de lista do partido pelo círculo eleitoral da Europa e Resto Mundo nas eleições de 17 de maio. Um círculo que elege dois deputados.