
O presidente norte-americano quer que países da OTAN “protejam” Estreito de Ormuz, numa altura em que o preço do petróleo continua a subir, com 106,47 dólares por barril registado este domingo. Donald Trump ameaçou mesmo os membros da organização ao referir que esta terá futuro “muito pior” se não colaborar na guerra contra o Irão.
O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, instou os países da Organização do Tratado Atlântico do Norte (NATO) a ajudar na proteção do Estreito de Ormuz, alertando que se os países europeus não colaborarem, a organização enfrentará um futuro “muito pior”.
Em entrevista ao Financial Times, neste domingo, 15. Trump disse ser “apropriado que pessoas beneficiadas pelo estreito ajudem a garantir que nada de ruim aconteça lá”, e ameaçou: “se não houver resposta ou se for negativa, acho que será muito ruim para o futuro da NATO”. E afirmou, ainda, que “a China também deveria ajudar, porque obtém 90 porcento [%] de seu petróleo do estreito”.
O preço do petróleo voltou a registrar nova alta, chegando a 106,47 por barril no domingo e caindo para 105 no começo da manhã desta segunda-feira, 16. A alta decorre da instabilidade no fornecimento global da energia por razão da retaliação iraniana às agressões dos EUA e de Israel.
Além dos bombardeios iranianos contra as instalações energéticas dos países do Golfo, o ponto mais crítico para as interrupções reside no encerramento do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial de petróleo.
Trump já convocou a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido e outros países a entrarem no conflito. “Estou exigindo que esses países entrem e protejam seu próprio território porque é território deles”, afirmou a repórteres, a bordo do Air Force One, também no domingo. “É o lugar de onde eles tiram sua energia”, acrescentou o inquilino da Casa Branca.
Alta dos preços
O petróleo Brent, referência internacional, superou os US$ 106 por barril no domingo, após fechar a US$ 103,14 na sexta-feira, 13, o maior nível desde agosto de 2022. Na última semana, o Brent acumulou alta superior a 11%. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, permaneceu ligeiramente abaixo de US$ 100 por barril, após subir cerca de 9% neste período.
Entretanto, o Japão anunciou nesta segunda-feira, 16 a libertação de petróleo de suas reservas estratégicas, pouco antes da a Agência Internacional de Energia (AIE) informar a libertação de até 400 milhões de barris de reservas emergenciais entre os países membros da agência.
Desde o início do conflito, os preços subiram cerca de 40%. O impacto da guerra atinge, inclusive, os consumidores norte-americanos. O preço médio da gasolina nos postos de venda alcançou 3,72 dólares por galão, segundo a associação automobilística norte-americana AAA, um aumento de 25% desde o início do conflito. Por sua vez, o diesel escalou e atingiu 4,99 por galão.
Especialistas consideram que a tendência é de alta nos combustíveis até à resolução do conflito.
Nesta manhã, os mercados internacionais registraram recuo do índice Nikkei 225, no Japão, enquanto os mercados da Coreia do Sul e de Hong Kong obtiveram altas. Na Europa, o índice Stoxx 600 avançou cerca de 0,1%; e os futuros do S&P 500 apontaram leve alta.
C/Opera Mundi
Foto: DR
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