Para que a ilha continue a crescer é fundamental que o porto de Vale de Cavaleiros possa receber embarcações maiores para dinamizar o turismo. Para unir os municípios e facilitar a mobilidade na ilha, o Governo do PAICV pretende concluir o anel rodoviário, mas, também, o alargamento do aeroporto para poder receber voos internacionais de e para Boston, nos Estados Unidos da América - uma reiterada garantia que já havia dado aquando da sua deslocação àquele país. São as três prioridades que Francisco Carvalho elencou ontem, em São Filipe, para a ilha do vulcão.
Já se percebeu que as mais recentes promessas do ainda primeiro-ministro, repescadas ou não, têm como fio condutor a construção de uma enganação levada ao limite. Tudo vem a caminho, principalmente, quando nada de substantivo há para apresentar. Nem mesmo as sondagens de encomenda do dr. Ulisses, numa última tentativa de ludibriar as hostes e conter danos, podem evitar o assalto ao “Palácio de Inverno” pela rejeição popular a uma governação desastrosa, feita de falácias e propaganda. E isso está muito para além do senhor que se segue, que a dinâmica social levou a que...
O candidato à sucessão de Ulisses Correia e Silva disse que, em 2021, o Governo apresentou um avião como solução, mas “desapareceu” no dia seguinte após as eleições. “Agora voltamos a ver anúncios que não correspondem à realidade. Isso é um desrespeito para com os cabo-verdianos”, disse o líder do PAICV que, ontem, esteve na Ribeira Grande de Santiago e em São Lourenço dos Órgãos, apresentando as suas propostas de governação.
A Cvsky, nova marca estatal para a operação aérea interilhas em Cabo Verde, alertou hoje para a possibilidade de constrangimentos operacionais nos voos entre terça e quinta-feira, devido ao agravamento das condições meteorológicas no arquipélago, com impacto na visibilidade.
O primeiro-ministro disse esta terca-feira, 17, na apresentação da nova marca estatal, Cvsky, que separa a operação interilhas da internacional, que a prioridade para os voos domésticos no arquipélago é estabilizar a operação.
Uma companhia aérea vive de reputação. Sem confiança, não há fidelização. Sem fidelização, não há sustentabilidade. Se a transportadora nacional quiser recuperar o respeito dos cabo-verdianos, terá de abandonar práticas que geram indignação, assumir responsabilidade pelas falhas e colocar o passageiro no centro da sua estratégia. Caso contrário, a preferência por outras companhias deixará de ser tendência — e tornar-se-á regra.
A porta-voz da Comissão Política Regional, Henriqueta Cardoso, sublinhou hoje que as visitas oficiais do primeiro-ministro, num curto espaço de tempo, não foram acompanhadas de inaugurações de obras com impacto real no desenvolvimento da ilha, o que, no seu entender, revela a falta de prioridade atribuída ao Fogo, que não pode ser tratado como ilha de promessas para ganhar votos.