Largos milhares de pessoas desfilaram ontem em várias cidades do país para assinalar a revolução dos cravos que aconteceu 52 anos atrás, em manifestações de rua, juntando várias gerações e clamando “25 de Abril, sempre, fascismo nunca mais!”, numa profusão de cravos vermelhos e reivindicações populares.
O coordenador dos sindicatos da Saúde, Luís Lima, afirmou hoje que está suspensa a greve de três com início marcado para o dia 28 deste mês, após a comprovação de que o Ministério da Saúde vai atender às reivindicações apresentadas. Para trás ficaram as altissonantes declarações do Governo de que os sete sindicatos do setor não tinham razão. A verdade é que, ruído à parte, ao fim de pouco mais de uma semana, o ministério acabou por ceder. A proximidade das eleições não será mera coincidência…
Todos podem ter pretensões legítimas de sucesso eleitoral nas próximas legislativas mas o sucesso eleitoral depende grandemente do desempenho que o incumbente teve ao longo do mandato. Os dados mostram que o desempenho do MpD foi muito negativo e, consequentemente, a sua chance de derrota é elevada.
Insatisfeitos com o calendário imposto pelo Governo, que adiou a resolução das pendências para o próximo mandato, trabalhadores mantêm a greve, mas Ministério da Saúde diz que sete sindicatos do setor não têm razão. A verdade é que o executivo liderado por Ulisses Correia e Silva não cumpriu compromissos atempadamente e, agora, atira a responsabilidade para o próximo Governo.
“No Kings”: milhões saem às ruas contra “trumpismo” e expõem rejeição histórica ao autoritarismo da extrema-direita. E recentes pesquisas de opinião, conduzidas pela Quinnipiac University, apontam que a aprovação de Trump caiu para em torno de 38%, com 56% de desaprovação – o pior índice durante o segundo mandato. Uma rejeição especialmente forte entre independentes e moderados.
Clóvis Silva (PAICV) acusa o executivo de Ulisses Correia e Silva de adotar uma estratégia eleitoralista ao anunciar eventuais medidas para travar a subida dos preços dos combustíveis. Por sua vez, João Santos Luís (UCID) diz que as medidas apresentadas não configuram respostas novas, defendendo que o Governo deveria atuar de forma preventiva e não apenas em momentos de maior pressão económica.
As eleições autárquicas de 2024 revelaram alterações relevantes nas preferências eleitorais em vários municípios, sinalizando tendências que poderão influenciar os próximos ciclos eleitorais. À medida que Cabo Verde se aproxima das eleições legislativas de 2026, intensifica-se o debate político e a avaliação do desempenho das forças governativas e da oposição. Mais do que uma disputa entre partidos, este processo representa um momento crucial de exercício democrático, em que os cidadãos analisam propostas, trajectórias e perspectivas para o futuro do país.