À saída de um encontro com o presidente da República, Francisco Carvalho anunciou que o seu partido propôs a data de 19 de abril para a realização das eleições legislativas. "Defendemos que, quanto menos tempo o Governo estiver a governar, menos chance tem de estragar o país”, disse o líder do maior partido da oposição.
Divulgada ontem, uma sondagem promovida pela Afrosondagem indica uma vantagem do MpD nas intenções de voto para as eleições legislativas deste ano. No entanto, os resultados indicados pela empresa, bem como algumas omissões, levantam várias interrogações que carecem de respostas claras e objetivas. Nomeadamente, o que terá mudado em apenas um ano e, já agora, como se justifica (à luz da ciência) o surpreendente resultado do MpD na ilha do Fogo, anunciado numa nota de imprensa da empresa de sondagens?
Ainda a propósito de não empossamento dos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar eventuais irregularidades praticadas por Amadeu Oliveira durante o exercício de seu mandato como deputado, importa dizer que o Parlamento, que havia criado livremente a CPI, decidiu “não adotar a sua criatura” por motivos que não lembra ao diabo, e, pior ainda, sem considerar ou importar-se com a flagrante violação da lei.
O Movimento para a Democracia quer que as eleições legislativas sejam em junho, porquanto “ainda existe muita obra estruturante a ser desenvolvida”. Quem o diz é o líder parlamentar do MpD, Celso Ribeiro.
Quem critica não odeia Cabo Verde. Quem questiona não é inimigo da Liberdade. Pelo contrário: só numa sociedade livre é possível discordar sem ser rotulado. Só numa democracia saudável se aceita que o amor ao país também se manifeste em perguntas incómodas. A Liberdade não precisa de monumentos caros para existir. Precisa de instituições sólidas, prioridades claras e respeito pela inteligência dos cidadãos. Tudo o resto é encenação e basofaria.
O desempenho do mercado de trabalho de Cabo Verde tem melhorado, desde 2016, mas há sinais que merecem atenção e debate, segundo um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) apresentado hoje na capital, Praia, num evento do Governo.
O presidente dos Estados Unidos da América ordenou a suspensão dos pedidos de visto de imigração dos cidadãos de Cabo Verde, destinados sobretudo a pessoas que pretendem trabalhar e estabelecer-se permanentemente em território norte-americano. A decisão abrange um total de 75 países e entra em vigor a partir de 21 de janeiro. Visitantes que projetam deslocar-se aos EUA para eventos internacionais, como o próximo Mundial de Futebol, não serão, em princípio, abrangidos pela decisão.