As declarações do Ministro Abraão Vicente acerca dos jornalistas que exercem nos órgãos privados de comunicação social, proferidas nesta segunda-feira, 17 configuram um “atestado de incompetência” e ignora o seu contributo “na defesa do direito constitucional dos cidadãos à informação e na promoção da liberdade de imprensa”, afirma a AJOC, que revela ainda a sua “preocupação em relação ao protocolo rubricado ontem entre o INE e a INFORPRESS” por “considerar que essa medida viola a liberdade de acesso às fontes de informação e põe em causa o pluralismo...
Acompanhei recentemente uma notícia de roubo de energia, implicando um deputado da Nação, no caso, o vice-presidente do PAICV, Rui Semedo.
O primeiro-ministro quer ver Cabo Verde na categoria “Bom” no ranking do Índice da Liberdade de Imprensa, mas alertou para o perigo da desinformação que “representa um desafio para a democracia que requer uma resposta multidimensional”.
A direcção da Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) classificou de “frágil e imperfeito” o sistema da democracia cabo-verdiana e acusou o Governo de “condicionar o trabalho dos jornalistas”, mediante a “instrumentalização dos órgãos públicos”.
Cabo Verde é uma democracia recente. Não obstante o país figurar na posição 33º no ranking das democracias a nível mundial, o sistema é ainda frágil, imperfeito, ou, como preferem dizer os politólogos, é mais formal do que substantiva. Falar sobre o papel dos media na promoção da democracia em Cabo Verde, obrigam-nos a sobrevoar, ainda que de forma meteórica, o contexto politico, social, económico e cultural que enforma a paisagem mediática nos últimos 40 anos.
A direcção da AJOC anunciou esta quinta-feira, 12, os vencedores do Prémio Nacional de Jornalismo 2018, tendo Gisela Coelho vencido na categoria de Imprensa, Matilde Dias, Televisão e Nuno Andrade Ferreira, Rádio.
No dia 29 de Julho, os membros da Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) vão escolher os novos titulares dos órgãos sociais.