Em democracia, alternância não é um castigo. É um mecanismo de higiene política. Depois de muitos anos de um mesmo ciclo governativo, o país precisa de perguntar a si próprio se ainda existe energia reformadora ou se estamos apenas a assistir à repetição das mesmas fórmulas, dos mesmos nomes e das mesmas promessas.
A Comissão Nacional de Eleições reconhece “atrasos e constrangimentos” no recenseamento na diáspora, dando razão à queixa apresentada pelo maior partido da oposição, onde se acusava o Governo de obstrução ao recenseamento na diáspora e de atrasos deliberados na transferência de verbas, falhas técnicas e entraves administrativos a poucos dias do fim do prazo legal.
O deputado Aniceto Barbosa considerou hoje, no parlamento, que a última década ficou marcada por uma aposta estratégica do Governo em investimentos “estruturantes capazes de transformar o país, reduzir desigualdades (…) e reforçar as bases para o crescimento económico”. E deu como exemplo a mobilidade entre ilhas e a criação de oportunidades para que as pessoas possam viver e trabalhar com mais estabilidade e segurança.
As eleições autárquicas de 2024 revelaram alterações relevantes nas preferências eleitorais em vários municípios, sinalizando tendências que poderão influenciar os próximos ciclos eleitorais. À medida que Cabo Verde se aproxima das eleições legislativas de 2026, intensifica-se o debate político e a avaliação do desempenho das forças governativas e da oposição. Mais do que uma disputa entre partidos, este processo representa um momento crucial de exercício democrático, em que os cidadãos analisam propostas, trajectórias e perspectivas para o futuro do país.
"Dez anos depois, os projectos continuam todos no papel". Clóvis Silva assim avaliou hoje, no parlamento, as políticas do executivo de Ulisses Correia e Silva, alegando que o eleitorado acreditou nas promessas de um país próspero, diversificado, inclusivo, com melhor saúde e educação, transformado em ‘hub’ marítimo e aéreo, digital e moderno. No entanto, “após dez anos de Governo do MpD, grande parte dessas promessas permanece apenas no papel”
A autarquia da capital avançou com um procedimento cautelar de restituição provisória da posse do lote da Gamboa, com uma área de 33 mil e quinhentos metros quadrados e propriedade do município, por razão da reversão da concessão do projeto de investimento turístico-imobiliário decidida pelo Governo. O advogado da Câmara Municipal da Praia já havia referido haver manifesto “esbulho violento da parte do Governo”, tendo avançado que a CMP iria recorrer à Justiça para fazer valer o seu direito de propriedade, o que agora concretizou.
O primeiro-ministro marcou para a próxima quinta-feira uma comunicação ao país para apresentar as medidas do Governo para obstar aos impactos da situação no Médio Oriente. Segundo Ulisses Correia e Silva, estes impactos já começam a sentir-se a nível global e podem ser gravosos em termos energéticos e para a cadeia de distribuição.