As palavras são do embaixador jubilado, escritor e antigo ministro Jorge Tolentino. Foi ontem no LusoCentro” do Bristol Community College na conferência “Onésimo Silveira: a trincheira invicta”, a que deu voz no estado norte-americano de Massachusetts. Para Tolentino, a poesia do intelectual mindelense, falecido em abril de 2021, “é a geografia da dor de Cabo Verde. Mas também é anúncio de libertação”.
O “LusoCentro” do Bristol Community College em Fall River, no estado de Massachusetts, acolhe uma conferência do embaixador jubilado Jorge Tolentino, subordinada ao tema “Onésimo Silveira: a trincheira invicta”, sobre o poeta, escritor, tradutor, político, diplomata e intelectual que faleceu em 2021, aos 86 anos.
Do ponto de vista científico, importa sublinhar que o direito à emoção é o mais primordial dos direitos humanos. O ser humano não é, como durante muito tempo se pensou, um ser racional que ocasionalmente sente emoções. É exatamente o contrário: é um ser emocional com capacidade racional. A neurociência, a psicologia do desenvolvimento e a antropologia cognitiva demonstram amplamente que a linguagem emerge de interações socialmente e emocionalmente marcadas e constitui o principal meio através do qual o sujeito se constrói, se reconhece e se exprime no mundo (Damásio;...
“Oração dos Danados” é o mais recente livro do escritor do Tarrafal de Santiago, encenador e agente cultural. Formado em História e Património, Mário Loff tem uma obra reconhecida em Cabo Verde e no exterior, bem como um percurso marcado pela intervenção cultural, pela memória histórica e pela convicção de que a literatura é uma forma de libertação, como refere no prefácio a professora Clementina Evany Furtado.
Jairzinho Lopes Pereira, prestigiado académico cabo-verdiano, saiu da terra, mas a terra nunca saiu dele. De tal modo que os seus pergaminhos académicos nunca apagaram o agricultor que transporta no peito e que, várias vezes por ano, o fazem percorrer a longa jornada de Lovaina (Bélgica), onde é investigador e professor na Universidade Católica, para se reencontrar com São Salvador do Mundo, terra que o viu nascer e com a qual tem uma indelével relação de paixão e identidade. O académico acaba de dar à estampa um surpreendente livro de poesia e prosa poética.
Músico e compositor clássico, o país perdeu um nome maior da sua cultura. Vasco Jorge Coelho de Oliveira Martins partiu para a eternidade nesta quinta-feira, em São Vicente, sua terra adotiva e de coração. Tinha 69 anos e deixa um legado impressionante.
A nação que conhece a fundo a sua história, exorta melhor o seu povo na senda da soberania; escolhe com diligência as suas alianças internacionais e defende lucidamente os seus interesses nacionais e lega o antigo vigor e discernimento dos nossos antepassados, ao presente frescor e desenvolvimento da nossa mocidade.