Hoje, aqui e agora, na nossa querida nação crioula, a pergunta "quem julga os que julgam?" Surge exatamente quando se percebe uma ruptura nesse equilíbrio. Portanto, o "julgamento dos que julgam" é da responsabilidade da própria sociedade (através de seus múltiplos mecanismos de controle) tentando restabelecer o equilíbrio perdido entre os poderes. A tese da não judicialização e não politização é um princípio norteador, um ideal que, quando violado, aciona os freios e contrapesos (checks and balances) do sistema.
O bordão “tomar a Praia custe o que custar”, associado a Ulisses Correia e Silva – e, ao que sei, nunca desmentido pelo próprio –, podendo não ser uma citação directa (é, também, uma possibilidade), entrou no argumentário político nacional, percorrendo toda a campanha das eleições autárquicas do passado ano. Esperemos, agora, que não seja substituído por um outro: “não perder o poder, custe o que custar”.
Em matéria linguística podemos ser parceiros soberanos, nunca súbditos de qualquer cagança científica estrangeira, sobretudo se ela nos cheira ao retorno duma trapaça já desmascarada, venha duma argêntea montada em milhões ou do zé da esquina onde bebo os copos. Por isso voltamos a dizer: não aceitaremos a mediocridade e a ignorância de compêndio, inda venha embrulhada em capas doutorais. Ao vir intimar os bravos cabo-verdianos (é certo que os há também pusilânimes e traidores) com diktats supremacistas, a madre do projeto ORIZON deu um tiraço de canhão nos dois pés e,...
O particípio passado colocado pelo asninho que obrou o comunicado é que lixou o intrépido Amadeu. Este cidadão, que também é poeta, rotundamente poeta, e para sempre poeta, aprendeu a utilizá-lo muitíssimo bem desde a antiga quarta classe, muito do gosto de certo santantonense. O que devia chamá-lo, e com toda a propriedade, era radical. Isso, sim, assentava ao poeta verdadeiramente bem. Que é a poesia senão radicalidade de linguagem subtraída ao uso funcionário normativo-pragmático? Que é um poeta senão um radical ético, um visionário construtor de mundos reais, para além...
Cláudia Ramos Felicidade, a advogada da Elevolution, empresa que recebeu como doação por dívida da CMP quatro lotes no Complexo Habitacional Babilónia, veio a público esclarecer que o negócio foi sim legal a toda a transacção considerada válida. Colocada no centro da polémica, com divulgação de sua imagem nas redes sociais como “a camarada de Francisco Carvalho” que beneficiou desses terrenos para depois revender, a advogada decidiu dizer de sua justiça através de um comunicado enviado aos órgãos de comunicação social, no qual anuncia avançar com acções judiciais...
A morosidade nos processos judiciais continua a ser “uma dor de cabeça” para advogados, vítimas e cidadãos que aguardam respostas do sistema de justiça, face a “fiscalização insuficiente e a lentidão” nos trâmites judiciais.
O ex-Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, lança hoje, na cidade da Praia, a "Iniciativa Liberdade e Democracia", uma entidade com natureza fundacional destinada a promover a cultura da liberdade, da democracia e do constitucionalismo no país.