Nenhuma data, por mais simbólica que seja, constrói um país sozinha. As datas ganham sentido nas atitudes diárias: no respeito pelas instituições, na justiça social, na ética política e na defesa do bem comum. Celebrá-las é assumir o compromisso de não trair os valores que lhes deram origem. Cabo Verde é um país jovem. Honrar a sua história é preparar as novas gerações para o futuro.
A XV Semana da República arranca no Dia da Liberdade e da Democracia, com uma mensagem plural e de esperança no futuro. Organizada pela Presidência da República, a semana prolonga-se até dia 22, com foco nas novas gerações de cabo-verdianos que trazem outras visões, linguagens e expectativas sobre a cidadania, a participação cívica e o papel do país no mundo.
As ilegalidades aqui expostas não são meras irregularidades administrativas. Tratam-se de falhas estruturais que, se persistirem, podem colocar em risco a validade jurídica e política das Eleições Legislativas de 2026 nos Estados Unidos, abrindo espaço a contestações, impugnações e instabilidade institucional.
A União Cabo-verdiana Independente e Democrática dirige um “recado” ao MpD, à CNE, ao DGAP, à CRE/EUA e à Assembleia Nacional, sustentando que não poderão ser realizadas eleições legislativas nos Estados Unidos da América “se persistirem ilegalidades, omissões ou violações dos princípios constitucionais que regem o recenseamento eleitoral”. Em causa está a composição da Comissão de Recenseamento Eleitoral que, segundo o partido, não respeita “os princípios da legalidade, pluralismo político e transparência”.
O Orçamento de Estado para 2026 confirma, mais uma vez, uma tendência preocupante: a comunicação social privada em Cabo Verde está a definhar, e o Governo, consciente do problema, permanece imóvel. Desde 2024 que o sector mantém a mesma dotação orçamental, mas essa verba é drenada quase na totalidade para os órgãos públicos — RTC e Inforpress — enquanto a imprensa privada continua relegada à sobrevivência precária, dependente de um mercado publicitário exíguo e profundamente desequilibrado.
O analista político José António dos Reis considera que o Tribunal Constitucional, ao longo dos dez anos de sua criação, teve actuação positiva, com certos acórdãos de elevado nivel. Mas, nesta curta entrevista ao Santiago Magazine, assinala, pelo contrário, que o acórdão sobre o caso Amadeu Oliveira, que instituiu no ordenamento jurídico cabo-verdiano os “costumes constitucionais contra a constituição”, foi das intervenções mais infelizes do Tribunal Constitucional. Defende o aumento de juízes conselheiros para melhorar o desempenho do TC. "Uma combinação ótima entre...
João Santos Luís questionou o Governo sobre a demora no início do recenseamento eleitoral nos Estados Unidos, lembrando que o recenseamento deveria ter começado em setembro. O líder democrata-cristão diz, ainda, haver “exemplos claros de práticas que levantam sérias dúvidas sobre a transparência do processo” de recenseamento, sendo “evidente o risco” de “exclusão de milhares de cidadãos” cabo-verdianos.