Hoje, aqui e agora, na nossa querida nação crioula, a pergunta "quem julga os que julgam?" Surge exatamente quando se percebe uma ruptura nesse equilíbrio. Portanto, o "julgamento dos que julgam" é da responsabilidade da própria sociedade (através de seus múltiplos mecanismos de controle) tentando restabelecer o equilíbrio perdido entre os poderes. A tese da não judicialização e não politização é um princípio norteador, um ideal que, quando violado, aciona os freios e contrapesos (checks and balances) do sistema.
A Assembleia Nacional deu ontem posse à Comissão Parlamentar de Inquérito que vai investigar a concessão à CVInterilhas e esclarecer todas as dúvidas relacionadas com o contrato e a adenda posteriormente assinada, principalmente no que respeita à transparência e montantes financeiros transferidos pelo Estado, bem como a decisão do Tribunal Arbitral.
Tudo está normalizado nesta terra que se diz de brandos costumes, de morabeza e de pasa sabi! Nem mesmo os apagões da Eletra, condicionando negócios, investimentos, aldrabando os cidadãos, incomadam a nação! Porém, um problema pontual como a recolha do lixo na capital de todos nós, já é bastante para mobilizar vozes de lamúrias, num país sem saúde, sem habitação, sem justiça, sem segurança, sem alternativas para os jovens, sem esperança. Que dizer?... Indignação seletiva ou inconsequente comportamento de um país de equivocos ou equivocado?... Cada um que tire a sua...
Dezenas de bravenses saíram às ruas da cidade de Nova Sintra, esta segunda-feria, 16, em manifestação para chamar a atenção do Governo para a situação deficitária do transporte marítimo de e para a ilha.
O candidato do MpD exige o debate para o presidente da Câmara Municipal da Praia prestar contas, mas ainda não esclareceu a opinião pública por qual razão o Ministério do Mar pagou indevidamente 86.477.867 ECV à CVInterilhas, conforme o parecer do Tribunal de Contas a propósito das Contas Gerais do Estado de 2021. Então, Korpu Rixu, quando presta contas às cabo-verdianas e aos cabo-verdianos? Ou é só conversa fiada?
O Senhor não pode mais se furtar, politicamente, deste embaraçoso episódio!! Hipotecou gravemente, em consequência da sua inação e encobrimento cúmplice, a sua permanência no Executivo. Politicamente ficou insustentável continuar nas funções que ora exerce. Tanto ou mais que os gestores desses fundos. Com esta sua atitude não pode mais continuar como o guardião do Tesouro Público. Voluntariamente não quis fazer uso das competências e atribuições que lhe são cometidas por Lei.
Está sendo uma afronta para os cabo-verdianos suportarem no tempo atual, os custos para realização de uma viagem de lazer/turismo, negócios, visita a familiares e amigos e até por razões médicas, dentro e fora do país.