O único artesão a produzir 'panu di téra' em Portugal alerta para as imitações deste tecido histórico de Cabo Verde e defende a sua aprendizagem, para não se perder a arte de um pano que já foi moeda de troca.
"Quando o Tribunal Constitucional é assim denunciado, torna-se forçoso uma tomada de posição por parte do Mais Alto Magistrado da Nação, Sua Excelência o Senhor Presidente da República, Dr. José Maria Neves, devendo usar a sua magistratura de influência, perante a Casa Parlamentar, dirigindo uma mensagem de suporte e encorajamento aos 11 Deputados que vão integrar a dita Comissão Parlamentar, de modo a que estes se sintam em condições de desempenhar as suas funções com rigor, suficiência, transparência e zelo, sem mordaças na boca, sem algemas nas mãos, e sem vendas."
É inegável que os números do Produto Interno Bruto cresceram, mas o paradoxo também é inegável, ou seja, apesar do crescimento económico, há degradação e retrocesso social. Somos um povo determinado e de coragem, mas os sinais de desgaste e desânimo estão a surgir. É possível governar melhor para os nossos dez grãozinhos de terra. Há avanços, sim, em algumas áreas, mas não se pode permitir o retrocesso dos ganhos obtidos.
“Ao Estado não cabe fazer ninguém rico ou pobre, mas criar as condições para que todos acedam a iguais oportunidades”. Sim, esta formulação é uma narrativa sedutora pela sua lógica liberal. O problema é que ela falha precisamente no ponto em que mais importa: a distribuição das condições de acesso. Thomas Dye (2013) define política pública como “tudo aquilo que o governo decide fazer ou não fazer”. A definição é deceptivamente simples, mas tem uma consequência implacável: a inação é também uma escolha. E quando o Estado faz ou deixa de fazer escolhas...
Pessoalmente, acompanho com atenção a ansiedade do FC em querer dar um reboot na governação do país, volvidos mais de 50 anos da independência. Parece-me, um único líder a ter este agendamento para Cabo Verde. Esperemos pelas Plataformas Eleitorais. É óbvio que, ao ter como propósito verter para a governação, caso ganhe, políticas concretas que garantam uma “Nova Forma de Vida aos Cabo-verdianos; isto incomoda o MPD que em “mesmicidade” governa. Mestres experientes da antiguidade alertaram que quando você colocar a luz nas trevas o diabo sempre sai do inferno correndo...
A língua materna nunca foi o problema da escola cabo-verdiana. O problema é quando se discute a língua para evitar discutir as prioridades.
O amadorismo e a “esperteza política”, que se manifestam tanto nas esferas superiores como inferiores da nossa Administração, frequentemente alimentados por jogos político-partidários marcados por interesses pessoais e de grupo, constituem, a meu ver, um dos maiores entraves ao progresso do país. Com demasiada frequência, pessoas sem a preparação adequada chegam a posições de decisão. Como consequência, tanto as instâncias intermédias como operacionais sofrem os impactos dessa fragilidade, gerando instituições com baixo grau de efetividade (não obstante os seus custos de...