Dois dedos de conversa com Neusa Correia Lopes, primeira cabo-verdiana (eventualmente, também das primeiras africanas) a escrever sobre a pandemia da covid e agora sobre uma temática moderna: a Inteligência Artificial.
A pergunta é simples e incómoda: queremos continuar a gerir a dependência ou queremos construir autonomia? A abstenção crescente não é ignorância: É sintoma. É o sinal de um povo cansado de promessas, por isso, este momento exige mais do que voto: exige posicionamento, exige consciência, exige responsabilidade e exige ruptura com a normalização do medo. Temos que dizer BASTA de sermos governados pelo medo, pelo orgulho, pela raiva e pela manipulacão como afirmaria o Sócrates. A base da liberdade efetiva, nunca foi e nem será a de SOBREVIVÊNCIA, mas sim, a do bem-estar...
Um país pequeno, insular, com recursos limitados, não sobrevive sendo gerido por quem trata a política como emprego vitalício. Cada ano desperdiçado com esta farsa é um ano roubado ao futuro. Ou rompemos radicalmente com este modelo exigindo currículos reais, implementando avaliação objetiva de desempenho, expulsando o despreparo técnico institucionalizado ou afundamo-nos irremediavelmente. Não há meio-termo possível. E quando o colapso chegar, os “profissionais da política” estarão confortavelmente reformados ou exilados. Quem pagará o preço?
O Clube de Ginástica da Praia (Gymnart) anda à procura de apoios para levar onze ginastas a um estágio internacional de intercâmbio e desenvolvimento desportivo em Salamanca, Espanha. As ginastas, com idades compreendidas entre os 11 e os 13 anos estarão naquele país europeu entre 30 de março e 03 de abril, resultante de um convite do Club Rítmica Salamanca, uma referência na modalidade.
O desporto é uma poderosa ferramenta de coesão nacional, inclusão social, saúde pública e economia local. Mas só cumprirá esse papel quando deixar de ser um conjunto de momentos extraordinários e passar a ser um sistema previsível, justo e acessível. A nossa posição não é contra os avanços, é a favor de que eles cheguem a todos. Porque no final, o jogo só muda verdadeiramente quando todos entram em campo.
Quando o Ministério Público se coloca na posição de querer impedir uma comissão de inquérito parlamentar, corre o risco de parecer que teme o debate público. E num Estado de Direito saudável, quem exerce poder não deve recear a luz. A transparência não fragiliza as instituições; fortalece-as.
A selecção nacional sénior masculina de andebol de Cabo Verde conquistou hoje a medalha de bronze da 27.ª edição do Campeonato Africano das Nações (CAN’2026), no Ruanda, ao derrotar a sua congénere da Argélia por 29-23.