A responsável da farmácia Santa Isabel considerou 2019 o “pior” ano em termos de distribuição de medicamentos, reafirmando que continua a haver “falhas”, mas o presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacionla de Produtos Farmacêticos (Emprofac), Gil Évora, assegura que a situação está normalizada.
O enfoque é na família Santos, do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, cujo irmão, Maurício Santos, lidera uma sociadade que tenciona adquirir a Emprofac, supostamente, por meio de lobbies. Mas o site Chine-Lusophone Brief (clbrief.com), um serviço que trata das relações comerciais da China com os países de língua portugesa, traz também à tona eventuais tráficos de influência a favor das famílias Fernandes e Silva e ainda aponta para certos cargos de chefia na Administração Pública e empresas detidas pelo Estado "oferecidos" por Ulisses Correia e Silva a amigos...
A consultora internacional Ernst & Young vai assessorar o governo, nos próximos sete meses, no processo para a privatização da Emprofac, a fechar em Julho do próxino ano. O concurso será aberto em Junho de 2020, mas já existem, ainda que informalmente, interessados: uma empresa portuguesa e outra cabo-verdiana.
No seu último artigo no Jornal Expresso das Ilhas, Gil Évora parafraseou Churchill: há gente que muda de partido por causa dos princípios e gente que muda de princípios por causa do partido”.
Os laboratórios Inpharma estimam produzir metade dos medicamentos consumidos em Cabo Verde após a construção de uma nova unidade fabril, num investimento de seis milhões de euros para também apostar na internacionalização, previu esta semana fonte da empresa.
A Emprofac cresceu 10% em 2017, margem que, no dizer do novo Cponselho de Administração, consolida os propósitos da actual equipa gestora para a farmacêutica cabo-verdiana. O relatório e contas da empresa prevê um crescimento médio de 7% ao ano até 2020.