O Orçamento de Estado para 2026 confirma, mais uma vez, uma tendência preocupante: a comunicação social privada em Cabo Verde está a definhar, e o Governo, consciente do problema, permanece imóvel. Desde 2024 que o sector mantém a mesma dotação orçamental, mas essa verba é drenada quase na totalidade para os órgãos públicos — RTC e Inforpress — enquanto a imprensa privada continua relegada à sobrevivência precária, dependente de um mercado publicitário exíguo e profundamente desequilibrado.
Vítima de doença prolongada, faleceu hoje José Filomeno Monteiro. Anterior ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, era embaixador de carreira e ocupou vários cargos políticos, entre os quais de deputado. As referências a Zé Filomeno - como era conhecido entre os amigos - convergem em quase tudo: entre outras irrefutáveis qualidades, era um homem bom, de grande simpatia e sorriso fácil.
Cabo Verde construiu uma reputação que muitos países da nossa região e da nossa zona comparável invejam: estabilidade política, instituições sólidas, boa governação, respeito internacional. Essa imagem, embora fundada em conquistas reais, é um escudo confortável mas mentirosa. A realidade é teimosa, e a verdade é que Cabo Verde vive um momento de fragilidade profunda da sua capacidade governativa — uma erosão lenta, mas contínua, que ameaça comprometer o futuro do arquipélago.
O Orçamento do Estado para 2026 mereceu apenas o voto favorável do partido do Governo, já que as oposições em bloco disseram “não” ao último orçamento desta legislatura, apontando críticas à insuficiência de medidas práticas para responder aos problemas reais das famílias, das empresas e dos serviços públicos. E não refletindo, de forma mais robusta, as necessidades reais do país, especialmente numa fase de grandes desafios sociais e económicos.
Ana Celina Pereira, gerente da empresa Hotel Porto São Miguel, Lda, denuncia “invasão” de um terreno que foi concessionado pelo Instituto Marítimo Portuário (IMP), apontando o dedo à Câmara Municipal de São Miguel, que acusa de cumplicidade. Uma acusação contestada pelo presidente da autarquia, Herménio Fernandes.
O líder democrata-cristão anunciou hoje que o seu partido criou um governo-sombra para propor soluções para o desenvolvimento do país e reforçar a democracia. João Santos Luís avançou já com os primeiros nomes: para além dele próprio, Júlio César de Carvalho, António Monteiro, Aldirley Gomes, Adelgisa Monteiro, Dora Pires e Anilton Andrade são os ministros, a que se juntam dois secretários de Estado.
O Banco de Cabo Verde (BCV) decidiu estender o Programa de Assistência de Emergência (PAE) à região de Santiago Norte, em resposta aos estragos causados pelas chuvas torrenciais de 13 de Novembro, anunciou hoje a instituição.