...os assassínios económicos de Cabo Verde continuam a enganar os cabo-verdianos, amparado por uma comunicação social cada vez mais controlada e por uma comunidade internacional lincada a outros interesses que não o bem estar do povo de cabo verde.
Uma extensa rede tentacular de conhecidos quadros ligados ao atual Governo, seja por ligações partidárias e/ou relações familiares, acumula cargos nas empresas públicas. E, em vésperas de final de mandato, a distribuição de tachos parece ter-se acentuado para que “os amigos dos amigos” não fiquem desamparados, caso as coisas não corram bem em 2026. É um fartar vilanagem, à conta dos contribuintes, com um interesse bem definido: o controlo partidário do Estado.
O maior perigo da demagogia, é que ela traz na bagagem a intolerância, o autoritarismo disfarçado de coragem e, por vezes, uma boa dose de messianismo de feira. Tudo embrulhado no selo da vontade popular. Aos que assistem a este teatro com indiferença, recordo: quando a demagogia se senta à mesa, a democracia é empurrada para o banco de trás. E quando dermos por isso, já não será uma questão de "quem nos representa", mas de "o que nos resta". O povo, esse, continuará a existir apenas como o cenário de fundo de uma tragédia anunciada. Cuidado com o que aí vem! Mô ki nu sta, nu...
Cabo Verde está num precipício. A crise de credibilidade política alimenta o risco de soluções autoritárias ou de populismos vazios. No entanto, o país tem histórico de resiliência. Foi a força coletiva que ergueu uma democracia num arquipélago sem recursos naturais. É essa mesma força que pode resgatá-la. A mudança começa quando um cidadão exige transparência, quando um jovem candidato independente desafia as máquinas partidárias, e quando a sociedade percebe que a política não é um espetáculo distante, mas o alicerce do pão, da saúde e da dignidade. Como escreveu o...
A derrota do MpD nas eleições autárquicas é um chamado urgente para reflexão e ação. Persistir nos mesmos erros e ignorar os sinais evidentes de insatisfação popular será o prelúdio de uma ruína ainda maior. O povo de Cabo Verde demonstrou que não tolera mais a arrogância, a corrupção e a ineficiência. Cabe agora ao MpD decidir se deseja trilhar o caminho da renovação ou se resignar ao ostracismo político.
A mudança está a tornar-se uma realidade para São Miguel. O nosso concelho não pode continuar no estado em que se encontra. Devemos mudar o paradigma se efetivamente estamos interessados em acabar com os excessos e regular definitivamente as ações e obrigações dos nossos eleitos de servir e não chefiar arrogantemente um navio fantasma onde só eles decidem. É nossa responsabilidade decidir se isto deve ficar como está ou se tomaremos uma posição para mudar o presente e construir um novo futuro. Apelo à responsabilidade de todos alertando os micaelenses no sentido de votarem...
"Tendo um grande número de membros dos CCPD regressado a Cabo Verde depois da conclusão dos seus estudos universitáris e ocupado posições e cargos de relevo nos sectores administrativo e empresarial do Estado bem como no sector privado e nas organizações da sociedade civil caboverdiana, como, por exemplo, o IPAJ (Instituto de Patrocínio e Assistência Judiciários), esses mesmos membros dos CCPD viriam a desempenhar um papel decisivo e preponderante na fundação, na organização, na promoção, na disseminação e na credibilização do MpD como alternativa governamental para uma...