É altura de o Governo explicar - de forma clara e fundamentada - quais os critérios que justificaram o fim do PRRA e quais os mecanismos que pretende implementar para substituir o programa. O país não pode continuar a assistir, impávido, a uma governação que confunde o Estado com o partido e que descontinua políticas públicas conforme a conveniência eleitoral.
PAICV e UCID, respetivamente, fazem a mesma avaliação do OE2026: “eleitoralista, irrealista e de austeridade”, marcando “o fim de um ciclo de 10 anos de metas não cumpridas e compromissos falhados”; e “prioriza propaganda governamental e assistência técnica”, enquanto mantém trabalhadores, idosos e pessoas com necessidades especiais na “extrema pobreza, sem atender a dívidas históricas”.
O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) recomenda a Cabo Verde que acelere as reformas estruturais, no mais recente relatório sobre o arquipélago, que apresenta uma “perspetiva positiva, mas cautelosa” sobre o que podem ser os próximos anos.
A imputação é do Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP), denunciando que o Conselho de Administração da Imobiliária, Fundiária e Habitat (IFH) “efectuou alterações ao seu Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS)” e submeteu o documento ao Ministério das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação (MIOTH), “sem, no entanto, ter previamente apresentado o conteúdo ao sindicato para emissão de parecer”, conforme é estabelecido pela legislação.
Cabo Verde não precisa de muitos ministérios. Precisa de ministérios certos, com missões claras, equipa técnica competente e capacidade de articulação entre setores. Um bom governo não se mede pelo número de pastas, mas pelos resultados concretos que entrega ao povo. Reformar a estrutura governativa é também um ato de pedagogia republicana. Esta não é uma crítica nem uma proposta fechada. É apenas uma convocação ao debate público responsável para que a estrutura governativa do país esteja sempre alinhada com as necessidades reais da população, ao serviço do...
Nota inicial: Este não é um texto contra a independência de Cabo Verde. É, antes, uma reflexão crítica e madura sobre os caminhos que poderiam ter sido seguidos. Um exercício intelectual que, longe de negar a História, a observa com as lentes da alternativa.
Chegou o momento de dizer basta e de romper com o silêncio conveniente que tem perpetuado uma governação feita à margem das reais necessidades do povo. Esh dez grãzinhos di terra não pode continuar a sustentar estruturas públicas que falham consecutivamente em cumprir a sua missão. Não podemos aceitar que, em nome da estabilidade ou da cor partidária, se sacrifique o futuro das ilhas, das famílias e das próximas gerações. Este não é um apelo político, é um apelo PATRIÓTICO aos cidadãos de Boa Vista e do Maio, e também a todos os cabo-verdianos, nas comunidades emigradas...