O Partido Africano da Independência de Cabo Verde foi o primeiro a apresentar os cabeças de lista para as eleições legislativas de 17 de maio. Ao contrário dos rumores, a constituição das listas parece estar a ser pacífica e, no essencial, a Comissão Política Nacional aposta na renovação da bancada na Assembleia Nacional. São os “rostos da mudança” que, segundo Francisco Carvalho, “vão ajudar o partido a construir Um Cabo Verde para Todos”.
Sete dezenas de cabo-verdianos residentes nos EUA, endereçaram uma carta a dois senadores do Estado de Rhode Island, Jack Reed e Sheldon Whitehouse – integrantes da Subcomissão para África da Comissão de Assuntos Externos do Senado -, solicitando uma audiência para apresentação de um relatório de “denúncia sobre os riscos de instrumentalização do poder judicial e restrição dos direitos políticos” em Cabo Verde. A audiência de uma delegação de subscritores poderá acontecer nos próximos dias.
"Quando o Tribunal Constitucional é assim denunciado, torna-se forçoso uma tomada de posição por parte do Mais Alto Magistrado da Nação, Sua Excelência o Senhor Presidente da República, Dr. José Maria Neves, devendo usar a sua magistratura de influência, perante a Casa Parlamentar, dirigindo uma mensagem de suporte e encorajamento aos 11 Deputados que vão integrar a dita Comissão Parlamentar, de modo a que estes se sintam em condições de desempenhar as suas funções com rigor, suficiência, transparência e zelo, sem mordaças na boca, sem algemas nas mãos, e sem vendas."
Em democracias consolidadas, as CPIs têm o poder de investigar factos relevantes ao interesse público, mesmo que esses factos tenham sido objeto de sentenças judiciais. A investigação parlamentar é essencialmente política, não penal. Impedir o acesso a documentos ou depoimentos sob pretexto de independência judicial pode ser interpretado por órgãos internacionais como uma restrição à transparência e à responsabilidade (accountability).
Para a UCID, apesar da redução da taxa de desemprego, muitos jovens ainda vivem em condições de precariedade e informalidade, e a economia continua concentrada em poucos sectores e ilhas, criando um país a “duas velocidades”. Para o PAICV, são evidentes os “falhanços do Governo”, sendo necessário um novo modelo de desenvolvimento, “inteligente, competitivo e inclusivo”, centrado no emprego digno, no reforço do setor privado nacional, na conectividade entre as ilhas, na água, energia, saúde e educação, colocando “as pessoas no centro” da governação, com mais...
No debate com o primeiro-ministro que tem lugar amanhã, os deputados do Partido Africano da Independência de Cabo Verde vão confrontar o Governo por “dez anos de promessas incumpridas”. Para o Grupo Parlamentar do PAICV, “chegou a hora do balanço”.
Os deputados do PAICV eleitos pelo círculo eleitoral de Santiago Norte denunciaram hoje retrocessos no sistema de saúde da região, afirmando que o desempenho do sector está “aquém do desejado e abaixo das expectativas face às promessas do Governo”.