O líder do grupo parlamentar ventoinha, Celso Ribeiro, esteve ontem na TCV para um encontro com a diretora Dina Ferreira, manifestando intensão de “estabelecer uma boa relação com este importante órgão da Comunicação Social do Estado”. O que está a ser entendido por jornalistas do canal como um “bonito gesto” de arrependimento. Na memória de todos, está ainda a campanha insidiosa promovida por destacadas figuras do partido do Governo contra a jornalista Dina Ferreira, Celso Ribeiro incluído.
Wladimir Brito, considerado um dos pais da Constituição de Cabo Verde, considera uma "nódoa" no sistema judicial cabo-verdiano a condenação de Amadeu Oliveira a sete anos de prisão por atentado ao estado de Direito Democrático. Em entrevista ao programa Ventos de Mudança, da RCV, do jornalista Carlos Santos, o constitucionalista classificou a atuação do sistema judicial neste processo como uma falha, "que deve ser resolvida", apontando para aquilo que considera uma perigosa deriva institucional.
Asseclas do partido do Governo persistem numa linha de ataques pessoais, de tentativas de assassinato de carácter a opositores e de perseguição a jornalistas, que deram errado no passado. Do ponto de vista do marketing político, trata-se de uma estratégia comprovadamente equivocada. E, se as eleições estão no papo, quais as vantagens de dizer que o líder do principal partido da oposição está de rastos, dando-lhe uma exposição pública que, certamente, ele muito agradece? E, já agora, por qual razão retomar velhas promessas requentadas e nunca cumpridas? Será que pensam que os...
Comentando o comunicado do Governo sobre a suposta ausência de cobertura da Televisão de Cabo Verde durante uma visita do primeiro-ministro a Santiago Norte, o presidente da AJOC considera tratar-se de mais um ato de intromissão: “Quem deveria dar explicações é a diretora da TCV, que está ilegalmente suspensa. O Governo que vá pedir explicações ao Conselho de Administração, que é o único responsável por esta situação de vacatura”. Geremias Furtado fala, ainda, sobre as “lamentáveis declarações” do diretor da RCV, a “passividade” do Conselho Independente da RTC...
Em nota conjunta, os conselhos de Redação da televisão pública e da rádio nacional avançam esclarecimentos sobre as declarações da PCA da Rádio Televisão de Cabo Verde relativas ao programa Nha Terra Nha Kretcheu, denunciam ingerência na linha editorial da TCV, manifestam solidariedade a Dina Ferreira e declaram perda de confiança neste modelo de atuação do Conselho de Administração do grupo de comunicação social do Estado.
O grito ecoou estridente, ali para os lados da Achada de Santo António, mesmo em frente às instalações da Televisão de Cabo Verde. Ecoou firme e decidido pelas vozes de um punhado de jornalistas, como que a dizer não temos medo! A luta pela liberdade de imprensa está de boa saúde, recomenda-se e vai continuar em próximos episódios – assim ficou garantido. Aconteceu na quente tarde desta quarta-feira, onde a cumplicidade foi mais forte que todas as diferenças.
A Assembleia-geral da TACV, realizada esta segunda-feira, 22, não aprovou mudanças anunciadas pelo ministro dos Transportes, José Luis Sá Nogueira, na “governança” da administração da companhia estatal. Isto porque o próprio governo, na reunião de accionistas, onde detém 90% do capital, não conseguiu apresentar qualquer nome para substituir Pedro Barros, PCA, e o administrador Hélder Cruz, os eleitos para deixarem a gestão executiva da empresa, ficando apenas Nádia Teixeira no cargo. Nova reunião foi marcada para 22 de Outubro.