Nenhuma democracia sobrevive quando o povo perde a capacidade de dizer: isto não é normal. Quando o povo perde essa capacidade o resultado final é a produção da normalidade, isto é: o processo pelo qual o inaceitável se torna tolerável e, depois, invisível.
Segundo o primeiro-ministro, a expansão e modernização do aeródromo de São Filipe e a iluminação da pista visa reforçar a mobilidade aérea, a segurança e o desenvolvimento sustentável da ilha e do país. Mas, apesar da iluminação da pista, ainda não há uma data prevista para realização de voos noturnos, satisfazendo uma velha promessa que remonta a 2016, o que dependerá da certificação por parte da aeronáutica civil.
Aos 23 anos deixou Cabo Verde e partiu para a América, levando uma mala de sonhos e os preciosos conselhos do tio António e a incumbência de representar dignamente a família do outro lado do mar, Não apenas a sua família genealógica, mas essa outra maior que são as almas de São Domingos todas juntas e a outra, maior ainda, que é cabo-verdianidade. Na música tornou-se referência e no setor de seguros fez a ascensão social e colocou-se no topo, sem nunca pisar ninguém. Na sua terra natal tem patente um projeto cultural de fôlego: “90 Dias Performance”, entre a música e a...
O futuro não nasce da obediência. Nasce da coragem. Os partidos terão de aprender a coexistir com quem pensa sem medo, quem fala sem pedir autorização, quem sabe que a política é transitória, mas a verdade não. Essas pessoas não são ameaça à democracia interna! São a sua última reserva de dignidade. No fim, a história não perguntará quem obedeceu melhor. Perguntará quem teve coragem de dizer a verdade quando cada verdade custava uma sanção. E essa pergunta, cedo ou tarde, chega sempre.
O Governo cria, deliberada e descaradamente, uma narrativa ilusória ao anunciar obras que não lhe pertencem, ajustando o cronograma de comunicação para servir de instrumento de pré‑campanha. Para quem conhece a lógica das concessões aeroportuárias, trata‑se de puro marketing político de pre-campanha.
O tempo ainda joga. Há tempo - curto, convenhamos - para corrigir rumos, afinar discursos, reconstruir pontes e apresentar uma alternativa sólida. Mas o relógio não perdoa indefinições prolongadas. Se FC não elevar rapidamente o nível, Maio poderá não ser o castigo do Governo, mas antes o retrato de uma oportunidade desperdiçada. Efectivamente, as eleições não se ganham apenas com a fraqueza do adversário. Ganham-se, sobretudo, com visão, unidade e capacidade de convencer um país inteiro — não apenas uma parte dele.
Em entrevista ao Santiago Magazine, o Presidente da Associação Nacional dos Municípios Cabo-verdianos sustenta que o financiamento constitui o “entrave estrutural que condiciona todos os outros aspetos do municipalismo cabo-verdiano”, o “nó central que, uma vez desatado, libertaria um potencial imenso de desenvolvimento local”. Fábio Vieira é claro: “não se pode falar seriamente de autonomia local sem se falar de autonomia financeira”. O também presidente da Câmara Municipal dos Mosteiros faz uma avaliação positiva de três décadas de municipalismo e sublinha que...