A responsabilidade tem de ser permanente, a prestação de contas tem de ser pública, a solidariedade tem de ser real e não apenas simbólica. Não podemos continuar a viver entre tragédias repetidas e relatórios que ninguém lê. Não podemos continuar a medir o sofrimento conforme a conveniência política. E não podemos continuar a tratar o povo como espectador das suas próprias perdas. Se Cabo Verde quiser ser um país que respeita as suas ilhas, a sua diáspora e a sua gente, terá de começar por uma verdade simples, a água pode cair onde quiser, mas a solidariedade e a...
Um dia após o presidente da Câmara da Brava ter manifestado a sua indignação pelo isolamento da ilha, Ulisses Correia e Silva anuncia no Parlamento que o Governo lançou concurso público para a aquisição de um barco para fazer as ligações Brava/Fogo/Brava, juntando-se, assim, aos quatro navios anunciados em 2023 (que nunca chegaram ao país) e a um outro anunciado em abril deste ano. Cabo Verde vai ter barcos que nunca mais acabam…
As palavras são de Agostinho Lopes, tendo avançado que o partido vai resolver as “questões quentes” antes das eleições. O secretário-geral ventoinha recupera um argumento recorrente: os atrasos na implementação do programa do Governo deveram-se a “fatores externos”, como a Covid-19 e a Guerra da Ucrânia. E diz, ainda, que “nunca os cabo-verdianos viveram tão bem como agora”.
Se querem um planeta habitável, com paz e sem pobreza, comecem por aqui. Comecem por quem vive na lama, entre cortes de energia, escolas sem teto, hospitais sem exames, e futebol sem campos. Mas corram! Porque até agora, a única promessa que cumpriram com rigor, consistência e método é esta: “Juntos, vamos arrebentar este país.”
De acordo com o Índice de Desempenho Portuário de Contêineres (CPPI), publicado pelo Banco Mundial e pela S&P Global Market Intelligence, referente a 2024, o Porto de Dakar é o melhor classificado como o melhor porto de contentores da África Subsaariana. Uma melhoria impulsionada por investimentos em infraestrutura portuária e projetos que visam melhorar a conectividade terrestre com o Mali.
Joseph E. Stiglitz, o norte-americano Prémio Nobel em 2001, afirmou este domingo que as políticas fiscais e comerciais de Donald Trump provocam o caos económico e fragilizam o Estado de Direito. Oriundo de uma família judia, Stiglitz considerou, ainda, a situação em Gaza como "um genocídio, tanto a nível humano como académico".
O caso da norma pandialetal ficará na história não como um avanço, mas como um símbolo de como se pode trair uma causa justa com má gestão, arrogância e oportunismo de agentes mal preparados que assumem o poder politico e dão cabo da vida das pessoas e do país. Em vez de fortalecer a nossa língua e a nossa escola, esta governação preferiu manipular processos, afastar críticos e impor soluções artificiais. O resultado não foi a didatização da língua cabo-verdiana, mas a didatização da incompetência política. Cabo Verde merecia mais — e os 50 anos da independência...