Que país é esse que andamos a construir quando transformamos a cidadania num ato de prostituição política? Que ganho é esse quando o preço é a consciência, quando o salário compra a submissão, quando as carreiras se constroem sobre os escombros da dignidade? Que democracia é esta onde a liberdade de pensamento é um luxo que apenas os desempregados podem dar-se ao prazer de ter? Que futuro aguarda uma nação que ensina às suas crianças que o sucesso se conquista não com talento ou trabalho, mas com bajulação e obediência cega? Cabo Verde merecia ser a terra da liberdade que...
O Grão-Ducado do Luxemburgo, através do Programa Conjunto das Nações Unidas, financia a criação de uma pequena unidade de transformação do pescado, no âmbito do projeto “Maio + Pesca”. Ontem, o representante residente do PNUD em Cabo Verde foi conhecer o espaço.
Para debater questões da família, inclusão social e combate à pobreza, na primeira sessão plenária deste mês, a União Cabo-verdiana Independente e Democrática indicou o ministro da Promoção de Investimento e Fomento Empresarial e da Administração Pública.
Falta anestesia no Hospital Universitário Agostinho Neto. É um facto. O ministro confirmou-o. O resto é ruído político, tentativa de controlo de danos e, sobretudo, uma enorme falta de respeito por quem está numa cama hospitalar à espera que o Estado cumpra o mínimo: garantir condições básicas para tratar os seus cidadãos. Num país sério, um ministro não atacaria o mensageiro. Assumiria a falha, pediria desculpa aos doentes, explicaria o plano de contingência e os prazos de reposição. Aqui, preferiu-se anestesiar a verdade. Mas a dor, essa, continua bem acordada.
A Polícia de Intervenção Rápida, a mando dos militares golpistas, voltou a encerrar ontem a Casa dos Direitos, que alberga a sede da Liga Guineense dos Direitos Humanos. Exibindo armas de guerra, os agentes policiais expulsaram, ainda, do edifício o embaixador da União Europeia que, naquele momento, realizava uma visita à instituição.
Um total de 114 famílias foram beneficiadas com ligação domiciliária de água potável na ilha do Maio, no âmbito de um projeto financiado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Com salão cheio, Francisco Carvalho esteve com emigrantes cabo-verdianos em Queluz, Portugal, num encontro marcado por uma forte participação da comunidade. O líder do PAICV disse que, após uma década de “políticas falhadas”, o MpD quer “ludibriar” os cabo-verdianos” e que os transportes são um “indicador do estado de degradação país”. E apresentou algumas das propostas para o futuro de país, em áreas como a saúde, a educação, a formação, os transportes, a habitação e o acesso à administração pública, entre outras.