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“A palavra proferida no tempo certo é como frutas de ouro incrustadas numa escultura de prata” – Pv 25. 11

Um avô e seu pequeno neto foram dar um passeio. Como fazia muito calor, pararam para descansar e o avô pediu ao netinho que fosse buscar um pouco de água num riacho.

Quando o menino estava chegando perto do riacho, uma carruagem passou por ali, mexendo com a água e trazendo para a superfície folhas, gravetos e sujeira. O menino voltou e disse ao avô que não dava para beber a água pois estava suja, e se ofereceu para ir a um outro riacho. O avô retrucou que ele fosse novamente ver como estava a água. O menino voltou e disse a mesma coisa ao avô.

- Vovô, a água está turva.

- Espere um pouco. Daqui a pouco a sujeira baixa e você poderá buscar a água para bebermos.

Em algumas situações só nos resto esperar a sujeira baixar para beber a água. Não há o que possamos fazer.

Mesmo as palavras corretas podem trazer mais transtorno do que conciliação quando ditas na hora errada. Diante de algum desentendimento é muito comum o desejo de tentar consertar as coisas rapidamente. Só que, no momento da raiva, as palavras podem causar mais confusão do que esclarecimento. É certo esperar um pouco. Depois que o sol se pôr, a poeira baixar, é tempo de conversar. E em muitas situações, as palavras nem serão necessárias.

O grande problema é quando falamos demais, quando criticamos as pessoas com palavras arrogantes de quem se acha dono da verdade. Em lugar disso devemos falar palavras certas no tempo certo. Proferir mensagens de experiência que inspirem confiança. É sempre oportuno tomar cuidado para não ofender mais ainda quem já está nervoso.

Agitar a água pode trazer mais sujeira e produzir mais ira, a ponto de destruir uma amizade, enquanto palavras bem ditas podem criar paz. Não devemos desistir de alguém como se fosse um riacho poluído, mas aguardar o momento certo para uma reconciliação.

A palavra certa no tempo certo é a receita do amor. 

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