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Futebol Antigos internacionais cabo verdianos

A Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) já tem uma resposta positiva do Governo para garantir pensões de velhice a antigos futebolistas internacionais cabo-verdianos que vinham reclamando pelo contributo prestado ao País através da selecção nacional.

Em entrevista à Inforpress, o líder federativo disse que interveio junto do Ministério do Desporto e que já está garantida a possibilidade destes futebolistas que outrora representaram as cores nacionais, passarem a usufruir de uma pensão, mediante requisitos de leis, uma vez que alguns padecem de lesões contraídas durante a sua actividade futebolística.

Mário Semedo, que tem vindo a trabalhar este projecto junto de alguns dos antigos atletas, como o ex-goleador Zé di Nhana, uma das referências da primeira selecção de sempre de futebol cabo-verdiano, nos anos 70, e que tem estado à frente desta “comissão representativa”, disse que estes já estão a par do resultado destas diligências.

De momento, explicou, aguarda-se pela alteração da lei no sentido de permitir que uma pensão venha a ser aplicada a ex-internacionais de futebol, no quadro de uma norma já existente em sectores outros como a cultura.

Esta pensão, realçou, pode ser atribuída aos antigos atletas, de acordo com requisitos que a própria lei em si já exige.

Recorde-se que, antigas glórias do futebol cabo-verdiano vêm reclamando junto do Governo desde o início de 2019 por uma pensão de velhice, com o argumento de que “alguns atletas que outrora levaram a bandeira nacional padecem de dificuldade para sobreviver e que inclusive alguns perderam a vida sem nunca terem sido reconhecidos financeiramente em vida pelo País”.

Os “Antigos Internacionais de Futebol de Onze” reivindicam por “uma necessária, indispensável e adequada intervenção” ao Governo, “no processo de reconhecimento à semelhança dos que mereceram os músicos”, como forma de salvaguardar a dignidade dos que outrora representaram a selecção nacional.

Com Inforpress

Comentários  

+1 # GUILHERME TEIXEIRA 02-07-2020 12:26
Nada contra os nossos futebolistas, mas, se a moda pega, estamos fodidos e mal pagos, não há dinheiro que chegue
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+2 # Aguinaldo Fonseca 23-04-2020 18:40
Esta moda de pedir uma pensão ao Estado de Cabo Verde começou com os chamados Combatentes da Liberdade da Pátria. Aliás tempos atrás um número significativo de arrivistas foi expurgado da lista e infelizmente ficaram ainda muitos que escaparam talvez dado aos seus contactos, a sua capacidade malabarista, fraudulenta e de cameleão.
Dos que ficaram na lista posso afirmar sem hesitar, pois fui testemunha ocular desse período, que um ou outro colaborou com as autoridades coloniais e tal não é impossível de certificar se fôr feita uma consulta séria nos arquivos da Torre do Tombo em Portugal.Infelizmente não me parece que haja interesse ou boa vontade para efectuar tal.
Seria um exercício valioso e que contribuiria para repôr a verdade e eliminar uma das muitas promiscuidades existente na História contemporânea cabo-verdiana.
O pior ainda é que essa pensão de 70 contos mensais é paga a uma grande maioria de pessoas, que não necessita desta pensão para sobreviver. Muitos deles são antigos membros do PAIGC/PAICV que auferem pensões chorudas acumuladas com essa pensão de Combatente. Esses Combatente mesmo após a sua reforma continuam a trabalhar e girando à volta do poder, alguns são accionistas de um ou outro Banco, além de possuirem outros meios de rendimento tais como investimentos, negócios rendosos, etc, etc,.
E nenhum deles que eu saiba, teve ainda um peso de consciência e o escrúpulo em não aceitar a referida quantia revertendo a mesma para muitos pobres pensionistas que trabalharam arduamente durante toda a vida de sol a sol e que recebem mensalmente uma miséria quantia de 6 contos mensais.
Depois vieram os músicos, alguns deles desinteressados em assegurar a tempo o seu futuro, esquecendo de fazer economias no tempo das vacas gordas e agora pedindo também a sua pensão a um Estado gordo que infelizmente é também um pedinte internacional.
E agora temos os nossos antigos futebolistas internacionais e depois vêm e com toda a razão as vendeiras do pelourinho, os varredores municipais, as empregadas domésticas, os trabalhadores rurais, os pescadores, etc,etc, exigir o mesmo pois todos eles deram com a sua força de trabalho a sua valiosa contribuição à Mãe Pátria.
O Corona vírus veio inesperadamente pôr a olho nu a pobreza existente em Cabo Verde e também o fosso enorme entre os que têm demais e os que nada têm.
Contudo todos nós vamos pagar a sua cota. Uns mais do que outros. Mas os mais pobres serão como sempre mais afectados que os ricos pois não têm o mínimo para sobreviverem quanto mais para seguirem à risca as regras de higienização e confinação, com o seu consequente reflexo negativo na contenção da contaminação do Corona vírus e na Saúde Publica.
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0 # Jose Luis Tavares 08-06-2020 13:36
Absolutamente de acordo com Sr Aguinaldo Fonseca. Imaginem até o Tom e Milá estão ainda lá!Porquê que eu tenho que pagar isso? Vão corrigir e reestabelecer critérios ou não!?
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+2 # Celso Manguana 23-04-2020 11:38
Boa iniciativa mas peca por só abranger futebolistas. E os internacionais de outras modalidades que também representaram Cabo Verde?
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+2 # Daniel Carvalho 22-04-2020 15:34
Justíssima reivindicação e merecido reconhecimento. Agora, espero que seja um levantamento sério, de modo a evitar situações de oportunismo. Outrossim, o montante a se fixar deve ter um tecto máximo, mas também deve ser descriminado à semelhança do que se passa no caso dos Combatentes da Liberdade da Pátria. Já agora, parece-me conveniente integrar os demais elementos da equipa técnica no mesmo pacote.
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+1 # LUCIEN MALAN 27-04-2020 18:59
OS militaries que representaram o pais nas missoes no estrangeiro tambem merecem.
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