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Rompendo com o passado
Colunista

Rompendo com o passado

Quase sempre nos sentimos circunscritos ao passado de um modo prisioneiro e nocivo. Quem assim permanece, não terá condição para se alistar numa nova plataforma de oportunidade e um alcance de excelência. Há quem se psicoadapta ao modelo sarcástico e autodestrutivo de um passado dolorido e completamente paralisante.

Permanecer no passado, é limitar-nos de um modo dramático, com transtornos em vários níveis. Comprometendo todo o curso dinâmico e natural da competência pessoal; abarcando todas as relações circundantes. Não há progresso sem a emancipação com o passado, isto é, reconhecendo, que não terá qualquer efeito valorativo na relação intrapessoal; quanto interpessoal. Romper com o passado, é um ato de inteligência multidimensional.

Permanecer no passado é viver sob sombras densas; e nuvens escuras, que ofuscam e limitam as ações pró-ativas. Viver no e do passado é enfadonho; destrutivo e auto-reducionista.

Como resolver o ciclo que nos aprisiona de um modo dramático e dolorido?

Num olhar simples, percebemos que o ano 2020 foi assustador. Marcas nunca antes vividas no panorama mundial; realidades dramáticas jamais presenciadas no universo social. Para muitos, o susto não passou, o medo continua presente e a incapacidade de uma ação profícua mantém-se bem viva.

É preciso quebrar esse cenário; mudar o rumo mental e psicológico; refazer o modelo; ter a coragem para sairmos do terror. Esse é um passado que precisa ser vencido e ultrapassado com tenacidade. Passado mal resolvido é um presente bloqueado e um percurso comprometido.

E, quem não tem essa consciência, ficará pelo caminho. Novos sonhos; novas metas e novos olhares, deverão formar o novo ciclo de percurso. Sem retrocesso negativo e cíclico, incorporando novas perspetivas e poder da ação inovadora.

A prostração diante do passado dramático nos paralisa e esmaga todo o potencial que deveríamos canalizar para outros fins. É impossível vencer se ainda vivemos sob a sombra do passado. Não há como sobrepujar ás amarras não resolvidas.

Se não houver uma atitude enérgica e consciente da realidade existencial, comprometemos todo o percurso e vivemos à margem da realidade. O caminho do avanço acontece com a resoluta ação positiva; sem protelar. Os passos devem ser firmes e profundamente constantes.

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