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Em tempo de crise,  José Ulisses Correia tem soluções de bateria para dar e vender! (i)
Ponto de Vista

Em tempo de crise, José Ulisses Correia tem soluções de bateria para dar e vender! (i)

Aqui de Sal Rei na Boa Vista, hoje, dia 16 de maio de 2020, dia numero 58 do desterro que nos foi imposto por este Governo de gente sem coração, um Governo desrespeitador dos direitos humanos, mas que tem o aval favorável da comunidade internacional radicada em Cabo Verde, para, nos relatórios da democracia e dos direitos humanos, ter um alto score e continuar a violar o direito das minorias em Cabo Verde. 

Mas isto será avaliado numa outra ocasião!

O objeto deste artigo é avaliação da governação de José Ulisses Correia depois de decorrido mais de 70% do tempo da governação!

Entrando no assunto deste artigo, quando em 2016, José Ulisses Correia apresentou-se ao povo como Salvador da Pátria, era como se o Novo Messias chegasse, o Homem que detinha a varinha mágica para resolver os mais profundos desafios de Cabo Verde!

José Ulisses Correia fez diversas promessas a este povo, outras fáceis de resolver, como a despartidarização da coisa pública, o combate à corrupção e outras propostas indexadas a indicadores quantificáveis, com algum grau de dificuldade da realização, como a criação de nove mil empregos ao ano, ou então o crescimento económico a 7% ao ano, a resolução do crónico problema dos transportes marítimos e aéreos, entre outros!  

O povo acreditou nas promessas deste Novo Messias e votou massivamente no MpD, dando poder a José Ulisses Correia. Que sorte ingrata deste Povo!

De 21 de abril de 2016, data da tomada de posse do atual Governo, ate 21 de outubro de 2019, José Ulisses Correia contava com três anos e meio de mandato cumprido (70% do tempo da governação) e ainda nem em Wuhan na China o Corona vírus tinha atacado e José Ulisses Correia não tinha cumprido nenhuma das promessas feitas na campanha eleitoral de 2016.

A despartidarização da Administração Publica é cada vez mais uma utopia. No entanto, quando é para cobrar ações não executadas pelo Governo, é conveniente dizer no parlamento que a Administração Publica é independente e autónoma, mas na hora das nomeações das chefias, o requisito prioritário é o cartão de militância no MpD. Uma Administração Publica cada vez menos isenta, menos imparcial, menos profissional e com menos qualidade dos processos. Uma vergonha se José Ulisses Correia tivesse vergonha, mas como não tem vergonha, logo tudo é normal!

Nove mil novos empregos por ano e um crescimento económico a 7% ao ano, todos nós acreditamos, pois todos estávamos ávidos de ver chegar a estas ilhas, o Salvador da Pátria, o Novo Messias, José Ulisses Correia chegaria ao Governo, como Primeiro-ministro, e teria a varinha mágica para transformar o que é estrutural em conjuntural. 

Mas chegado ao Governo, José Ulisses Correia experimentou a dura verdade de concluir que a solução que havia prometido ao povo era a solução de bateria e que se povo bebesse a sua solução morreria! 

Logo começou a por os pés na terra, vendo que as coisas não iam bem, José Ulisses Correia quis induzir o povo em erro, brincando com as estatísticas, as vezes dizia que a economia tinha criado 16 mil ou 20 mil empregos, mas as pessoas continuavam no desemprego. Então o velho dilema vem à tona, o que conta mais, são os números de José Ulisses Correia ou as pessoas que sentiam o peso de desemprego? 

Como a realidade sobrepõe aos números, apesar da máquina da propaganda do Estado estar do seu lado, José Ulisses Correia não conseguia que as pessoas acreditassem nos seus números, pois havia um gap enorme entre os números e a realidade. Quando perguntado sobre os nove mil empregos ao ano que havia prometido, responderia com algum grau de insatisfação e de irritação que “emprego não cai do céu”, ou ainda carregaria no acelerador da irritação e responderia, indo mais longe, que “uma coisa é conversa da campanha outra coisa é conversa no Governo!” Uma vergonha se José Ulisses Correia tivesse vergonha, mas como não tem vergonha, logo tudo é normal!

TACV lembro-me como hoje, estávamos no debate para as eleições legislativas e José Ulisses Correia comportava-se como dono do mundo, o Novo Messias tinha a solução para os TACV, dizia ele que chegando ao Governo em menos de um mês teria concertado os TACV.

Enganou-nos a todos, não compreendemos que a solução do José Ulisses Correia para os TACV era a solução de bateria que ele daria aos TACV e a empresa ficaria em coma, permanecendo no sono profundo com o nome de Cabo Verde Airlines! 

Prometeu não investir nem mais um tostão do dinheiro do cidadão nos TACV. A falta de coerência entre as promessas do José Ulisses Correia e a prática das ações governamentais é um absurdo! Investiu ainda muito mais o dinheiro público na Cabo Verde Airlines o que tem incrementado a divida publica (mais uma incoerência, tinha prometido a redução da divida publica) fazendo de Cabo Verde o quinto pais mais endividado no mundo. Consulte a tabela a seguir.

Enfim, os José (s) que conjuntamente governaram este país por sensivelmente vinte anos, nos conduziram para uma dívida pública de 124% do PIB e, hoje, já se fala que o combate à crise sanitária atual levará a nossa divida publica para os 154% do PIB, passando Cabo Verde para o pódio dos países mais endividados do mundo. 

Uma aberração, enquanto os japoneses e italianos endividam e tem uma qualidade de vida invejável (saúde, educação, emprego, segurança, habitação) nós aqui em Cabo Verde, os José (s) nos endividam para alimentar a corrupção nos negócios públicos e na falta da transparência das ações governamentais!

Uma vergonha se José Ulisses Correia e outro José tivessem vergonha na cara, mas como não têm vergonha, logo tudo é normal!

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