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Por: José Valdemiro Lopes

 JoseValdemiroLopes Ponto de Vista

A ” Nova Normalidade”, é e será o espaço temporal socialmente muito caracterizado, de distanciamento físico, utilização de mascaras, higienização das mãos e outras recomendações, que teremos que assumir todos efectivamente, nas nove ilhas habitadas deste arquipélago e que começou com o confinamento e estender-se-á até o controlo, do Covid-19 via tratamento medical eficaz e consecução duma vacina universal. Ninguém duvida, que nada será igual á vida que vivíamos antes destes tempos do novo coronavírus que atrapalhou tudo e todos, derivado da incerteza e a própria efervescência dos impactos e consequências da crise global e económica da pandemia do novo coronavírus.

Cabo Verde programa e prepara a sua “recuperação económica” acreditando em e instalando a orientação política “ AMBIÇÃO 2030 E PLANO DE PROMOÇÃO DA ECONOMIA DE CABO VERDE “,todo em identificando dois grandes factores estruturais: o avanço imparável do mundo digital em todas as suas dimensões, portanto não somente, no módulo económico como também, os problemas e efeitos negativos, a vários níveis devido ao desregulamento climático global, que nos assola particularmente, como pequeno estado insular, praticamente sem recursos…

Passo importante tanto para a economia, como para materialização do exercício socio sanitário “Cabo Verde Ambições 2030”, é também, estratégia para o Desenvolvimento Sanitário, nacional, que compreenderá, valências do turismo de saúde, materializando a ideia que estas ilhas podem oferecer o serviço de plataforma internacional de saúde.

Todas essas ambições e vontade politica são legitimas para um país jovem democrático, politicamente estável, nesta nossa sub-região oeste africana aberta ao turismo e firmemente ligado á sua Diáspora.

Covid-19 faz da nova normalidade um caudal catalisador de oportunidades para mudança num ciclo apertado de dez anos, “2020-2030”. Na actualidade, as poucas certezas evidenciadas, são: a recessão imediata, a necessidade de adequação e modernização sanitária em todas as nove ilhas povoadas, o incremento de medidas de justiça social, necessidade de reconversão criação de pequenas industrias viáveis, para produzirmos mais e consumir o made-in Cabo Verde, primar para se poder fornecer também com produtos “de qualidade e certificados” o nosso próprio mercado turístico, com competitividade, ficando Cabo Verde a importar só o que não se produz no país, fortalecendo a nossa soberania…

A nova normalidade será complexa para todos os actores, em termos sociais, ambientais, económicos, e no sentido mais abrangente, será factor e parte central de debate público, envolvendo todas as entidades politicas, publicas, sociais, religiosas, etc. nas tomadas de decisões mais relevantes e decisivas. O objectivo é nobre, não é só o ideal a atingir dado que tudo dependerá da fortaleza, engajamento e da fragmentação da lealdade cidadã que derivam do decénio alvo “2020-2030” tempo record para esta nação da cabo-verdianidade que precisa reinventar seu futuro e o seu desenvolvimento inclusivo, como nação jovem, moderna, aberta ao mundo…

Na inflexão dos tempos que vivemos, a afirmação duma voz conjunta de todas as nações africanas, no cenário internacional, é um imperativo essencial. As dinâmicas gerais das ultimas décadas e os últimos anos, no histórico diálogo Ocidente-Oriente, no que concerne a alta tecnologia e mesmo na gestão da pandemia do Covid-19, a tendência aponta, se não é erro de interpretação, para e espectativa de uma segunda globalização de influencia asiática tendo como centro a China volumosa, que deu passos de gigante em matéria de alta tecnologia e inteligência artificial… mas a afirmação duma voz genuinamente europeia multilateral é essencial e talvez imprescindível para a própria sobrevivência dessa comunidade, nestas novas ordens de ideias, contra um mundo egoísta de tendência unilateral que a politica e diplomacia norte americana quer impor desesperadamente, ao resto do mundo, tentando desacreditar instituições internacionais como UNICEF, OMS etc…

Uma nova ordem mundial euroasiática agregando a gestão de novas e talvez inevitáveis “dependências” com relevantes actores em eixos chaves como energias renováveis, novas tecnologias, robótica, inteligência artificial, fara recuperar terreno, abrindo espaço para pequenas nações, como é o caso de Cabo Verde, para podermos preservar e fazer valer, humildemente, nossa influencia modesta e fortalecer mais, o respeito que inspiramos a todas as outras nações amigas no mundo inteiro, entrando como parceiro activo na definição das regras básicas da nova ordem planetária que se avizinha…

Tive a oportunidade de entender, numa pequena “conferência” aqui no país, pronunciado pela boca do prémio novel da paz de um país amigo membro do PALOP, a comparação, na sua forma de pensar, da resiliência Cabo-Verdiana com as da Singapura e Israel …

Mais afirmo que Cabo Verde, transformando-se no que se transformar, pertencerá sempre á sua juventude, das nove ilhas habitadas e na diáspora...

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Comentários  

0 # zazu 28-06-2020 20:00
Sim, mas nao era preciso facilitar o alastramento quase que se proposito do virus Covid.
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