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Por: José Gabriel Mariano

JGMariano

Angola, depois de João Lourenço, transformou-se positivamente, no que toca ao combate aos colarinhos brancos, corrupção, tráfico de influências, ao crime organizado e aos abusos de poder.

Vejamos que só nestes últimos dias o filho do ex-presidente de angola, José Eduardo dos Santos, encontra-se em prisão preventiva, suspeito, entre outros crimes, da prática do crime de associação criminosa. O presidente da Fundação Eduardo dos Santos foi detido no Brasil, para prestar contas às autoridades angolanas. Isto é apenas um breve apanhado. As autoridades angolanas têm atuado bastante não apenas sobre nomes sonantes, mas também sobre aqueles que ninguém conhece, mas manipulam e vão minando a sociedade.

Brasil mantém as investigações criminais, e notícias sobre a atuação das suas autoridades judiciárias tem revelado que estão atuantes. Lembremo-nos apenas do pormenor de terem detido o filho de Obiang por pretender traficar joias e divisas para dentro daquele país irmão, como também da detenção do presidente daquela fundação angolana. Lembremo-nos das prisões de Lula e de outros sujeitos influentes na governação. Lembremo-nos de Lava jato, Petrobrás, etc. Lembremo-nos da acusação e das investigações ao atual presidente Temer.

Portugal também tem atuado e muito bem, especialmente durante o mandato da Drª Marques Vidal.

Na verdade, esses três países atlânticos da CPLP têm atuado sobre os designados intocáveis. O combate aos crimes económicos e políticos tornou-se num imperativo social, para além do imperativo moral que, para alguns, inexiste.

Cabo Verde, Guiné Equatorial, São Tomé e Guiné-Bissau também os têm, aos intocáveis. E de facto são mesmo. Tudo eles fazem como bem lhes apetece e nada se vê. Dentre os países da CPLP, Portugal, Brasil e daqueles africanos da costa oeste, vejamos o que há: Em Portugal, a Polícia Judiciária, o Ministério Público, pela sua Procuradoria-Geral e sob o olhar atento do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa tem atuado e não pouco sobre os colarinhos brancos e outras atividades similares e complementares. Em Angola, começaram as ações de limpeza, sob a direção direta do Presidente João Lourenço. da outra banda atlântica temos o atuante Brasil. Pelo meio, pela OCIDENTAL COSTA AFRICANA, existem São Tomé, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau e Cabo Verde que ao que parece nada se passa. Não há crimes nem criminosos de colarinho branco e de associação criminosa. Não há corrupção, não há tráfego de influências, não há lavagem de capitais, não há sociedades offshore e fictícias, não há crime organizado, não existem associações criminosas.

Agora com a notícia da visita de João Lourenço a Cabo Verde dá vontade de dizer bem forte, com som audível por toda a Angola, Vamos lá, senhor Presidente João Lourenço, quando for a Cabo Verde leve nas suas bagagens todos os instrumentos que tiver disponíveis de combate à corrupção, ao tráfico e tráfego de influências,- ao AMIGUISMO - e ao crime organizado. Convença o seu homólogo de Cabo Verde, explicando tim por tim tim dos benefícios que há em ter uma Procuradoria-Geral, um Ministério Público e uma POLÍCIA SÉRIA de INVESTIGAÇÃO ativos, imparciais, não corruptos nem compráveis, para, deste modo, poder combater-se de facto aqueles crimes indicados, além de outros. Seria um enorme favor que o senhor Presidente faria ao Povo sofredor de Cabo Verde, além de esclarecer alguns princípios políticos, económicos e morais básicos de se estar no mundo político e em sociedade ao homólogo visitado. Será que irão falar da Guiné Equatorial e da exemplar conduta que Obiang tem em combater a corrupção e o crime organizado? Como também do estatuto colonial de Cabo Verde, São Tomé e Guiné Bissau, que, sob camuflagem, prestam vassalagem àquele IMPOLUTO presidente equato-guineense? Será? Ou vão fazer de conta que só em Portugal, Angola, Moçambique, Timor e no Brasil existem acontecimentos criminosos, corrupções e outros "ões" que merecem ser investigados e combatidos e que a Guiné Equatorial, Cabo Verde, São Tomé e a Guiné-Bissau correspondem ao paraíso na Terra? Limpinhos, anjinhos e impolutos. Não poluídos, imaculados…

Há dias, no seu editorial, referia o Diretor da Santiagomagazine que o Estado de Cabo Verde está capturado pela Binter. Além de ser a verdade, outra porém é mais dolorosa de aceitar-se: Cabo Verde, São Tomé e Guiné-Bissau foram capturados por Obiang e pelo seu regime. São verdadeiras colónias daquele senhor equato guineense.

Fortes laços de amizade, de comércio, de negócios e de prendas chorudas entre os governantes da Equatorial e alguns países atlânticos e falantes da língua portuguesa constatam-se. CUIDADOS, CAUTELAS é sempre pouco avisar. Atenção às águas por que se movem e às pessoas com quem se dão. Eles – o clã de Obiang - introduziram-se nesses países pobres - CV, GB e ST - controlando-os como se colónias de Obiang se tratassem -, como também têm testas de ferro em Portugal e no Brasil. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és! MUITO CUIDADO COM AS MOVIMENTAÇÕES COMERCIAIS e ditas comerciais no plano de sociedades normais e normalizadas. Está demonstrado que vai-se funcionando através de redes criminosas pelos países falantes de língua portuguesa.

A pior novela não é a Binter. Apenas é parte que está à vista, como o iceberg. CV está refém da Binter e aos poucos tornou-se numa colónia de Obiang. CV está refém de interesses maiores que a Binter. Esta empresa é das Canárias e fala em espanhol, língua materna do Ditador da Guiné Equatorial. Agora este Ditador impõe regras, dando ordens a CV. Essa é que é a verídica e infeliz novela. CV está nas garras do crime organizado internacional, como já o dizia um ilustre e venerando magistrado cabverdiano há vários anos, apesar de toda a cosmética usada por Presidente, Primeiro-ministro e outos tantos cumpridores de ordens e bajuladores do cifrão, outros da Soberania cabo-verdiana, festas, festins e cimeiras. Esse é que é o perigo para CV. Nunca haverá política, orientação, sentido e direção. Interessa sim é andar sempre a lançar confusão, promessas que nunca se cumprem e/ou incumpríveis: falar muito e de boca vazia, a conduta do desenrasque e da navegação à vista. NÃO HÁ DESÍGNIO NACIONAL, muito menos interesse em elevar Cabo Verde e os cabo-verdianos a outro patamar social, político, moral e económico.

É que tanto anjnho junto… tanta gente imaculada junta num vasto oceano Atlântico ladeado por costas continentais africana e americana, onde nada se passa e nada se conhece, já começa a dar nas vistas. Espera-se que Angola sirva de exemplo, de inspiração e, ao mesmo tempo, seja um último importantíssimo alerta para os outros países africanos falantes da língua portuguesa, em especial Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.

É o Povo que deve agir e atuar em prol do seu bem material e estabilidade emocional e espiritual. O único modo de agir e exigir, por enquanto, é minha humilde opinião, é o VOTO EM BRANCO, seja em que eleição for: presidencial, legislativa ou autárquica.

Comentários  

0 # Daniel 04-10-2018 08:12
Este artigo especulativo parece coisa de saudosista do colonialismo. Falar da influência de Obiang em Cabo Verde ou de vassalagem do nosso País em relação a Guine-Equatorial só pode sair de mente deformada ou de gente absolutamente desenraizada e que na ganância de aparecer pega de um catálogo e começa a delirar. Na verdade, eu que sou crítico em relação à forma como temos tolerado a pequena criminalidade e a corrupção visível, sobretudo envolvendo um rol de jovens quadros gananciosos, utilizados na viciacao do jogo político e disvirtuamento da nossa democracia, basta lembrarmos da participação desses mesmos jovens e das associações comunitárias, tanto nos esquemas de afastamento do Dr. Aristides Lima da segunda volta das presidenciais como no catapultar da Janira H. Almada para a liderança do PAICV. Portanto a nossa corrupção, particularmente envolvendo elites políticas, e muito jovem, não tem raizes, podendo e devendo ser extirpados rápida e imediatamente. Por isso, os dossiês Fundo do Ambiente, negociatas no IFH, Novo Banco, etc, etc, devem merecer empenho do Ministério Público, por forma a credibilizar a Justiça e ao mesmo tempo defender a perenidade da nossa democracia. São casos envolvendo na sua maioria jovens quadros, recém-chegados ao mercado mas, cheios de patrimônio, quer dentro quer fora do País, alguns até, tentando agora transferir a titularidade para ludibriar a justiça. Nem JMN, nem JHA sairão muito bem disso, pois tudo indica que utilizaram esses jovens, pervertendo as regras da democracia, e lixando seus próprios Camaradas.
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+1 # Romeu Pires 03-10-2018 11:44
Em Cabo Verde talvez ainda não se começou a fazer aquilo que Angola, Portugal e Brasil vêm fazendo em matéria de combate à corrupção, lavagem de capitais e tráfico de influências porque tal decisão exigiria um avultado investimento em novos estabelecimentos prisionais para receber essa escumalha toda de anjinhos e intocáveis que por aí anda. É tanta gente que merece estar atrás das grades que a fazê-lo provavelmente o país ficaria parado, seja por falta de políticos, como de administradores, PCA e funcionários públicos, bem como de empresários. Talvez seja isso que nos impede de seguir o exemplo desses países irmãos lusófonos!
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