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Governar por prazer e interesse pessoal. Que se lixe o povo!
Colunista

Governar por prazer e interesse pessoal. Que se lixe o povo!

O primeiro passo para qualquer novo Governo que se pretende ser DIFERENTE, após a tomada de posse, deve passar pela arrumação da casa, eliminação de carros de luxo e viagens de lazer. Ou seja, eliminação de despesas supérfluas e maior controlo das despesas institucionais. Para se prosseguir com essas mudanças de atitude, o Governo deve;

1. Fazer para que o sistema judicial funcione independentemente.

2. Apetrechar o Tribunal de contas com equipamentos e recursos humanos capazes de responder às exigências nacionais de controlo sobre as despesas institucionais.

3. Determinação na parte dos governantes.

4. Sentido de Estado e não partidário como acontece no nosso país.

Os governantes atuais são pessoas que conheceram ou conhecem a trajetória do malogrado Thomas Sankara no Burkina Faso e, podiam usar o seu estilo de governação para mudar mentalidades esbanjadoras.

Um país, como o nosso, que sobrevive de esmolas, não pode dar-se ao luxo de sustentar tanta mordomia e esbanjamento dos limitados recursos financeiros à sua disposição. Há que respeitar o conteúdo da constituição e trabalhar para proteger o bem-estar nacional e lutar para eliminar a pobreza extrema em todas as ilhas.

É inadmissível e inconstitucional que um Governo, supostamente, democrático esteja a abusar do sistema, colocando as populações menos protegidas na situação de extrema miséria para poder tirar proveitos eleitorais no fim de cada legislatura e manter os seus membros numa situação de autocratas, a viverem uma vida de ricos, que nem em países ricos como a Suécia existe.

Um país realmente democrático, os políticos não intimidam as populações e auscultam as preocupações dos cidadãos na programação de governação.

Num país realmente democrático não existe poder político partidário mas sim poder popular. Num país realmente democrático não existe sistemas de represálias políticas.

Num país realmente democrático, os cidadãos expressam as suas opiniões, através das redes sociais, telefonemas para os escritórios dos seus representantes e são ouvidos.

Num país democrático os parlamentares são os fiscalizadores das funções governamentais e não votam apenas com base na disciplina partidária.

A passividade exagerada do povo de Cabo Verde não pode continuar sendo incentivo para os políticos abusarem do sistema que temos e que precisa ser revista com seriedade.

A passividade das populações e a inércia ou ausência de uma justiça democrática parecem contribuir para que esses eleitos e seus condiscípulos continuem abusando da fragilidade institucional nacional ainda existente. Pessoas sérias e realmente democráticas procuram sempre formas de conter essas práticas ilegais.

Essas deslocações constantes para assistir e participar em festas de romaria e regabofes no estrangeiro já tornou uma epidemia institucional em Cabo Verde e, a PGR e o Tribunal de Contas continuam quietos e mudos perante tanta prática criminosa. Essas deslocações estão destruindo os cofres do Estado de Cabo Verde, aumentando ainda mais as fracas capacidade de resposta do Estado. Essas verbas usadas nas deslocações podiam e deviam ser usadas para melhorar a vida dos pobres coitados, muitos sobrevivendo nas lixeiras municipais.

Essas constantes viagens de caravanas governamentais são formas que os eleitos e seus camaradas encontraram para se divertirem à custa do erário público e todos parecem aceitar essa barbaridade política, com sangue leve. Os cabo-verdianos sabem que os políticos estão a abusar das suas posições institucionais para esbanjarem o que pertence ao Povo, mas ainda não conseguiram entender os prejuízos que essas irresponsabilidades governamentais estão impingindo ao resto das populações desprotegidas e intimidadas.

O dia ainda não chegou, mas desconfio que não esteja muito longe de chegar.

Pois, está confirmado que o MPD não consegue ser DIFERENTE e que estão a praticar as mesmas ilegalidades que os do PAICV praticaram durante os últimos 15 anos de governação.

A justiça não funciona e ou está embrulhada com a classe política de tal forma que cada um faz o que bem entender e ou o satisfaça.

Tudo indica que o que interessa aos governantes, e seus camaradas, é a mera satisfação pessoal dos seus prazeres e desejos humanos.

Que se lixe o povo.

O maior mal é que os corruptos e criminosos que já deviam ter sido demitidos das funções de titulares de cargos políticos nunca são julgados devido à inexistência de uma prática de responsabilidade institucional.

O sistema judicial continua desfalcada e impotente. Temos que criar condições para se criar postos de trabalho, aumentar a capacidade de resposta no sector da saúde NACIONAL, diminuir as taxas e aumentar a produção geral.

Em Cabo Verde, continua-se assistindo á inércia governamental, acumulada com a prática de crimes de falta de responsabilidade governamental, entretanto nunca vemos ou ouvimos falar de que os órgãos da justiça prenderam ou intimaram alguém a comparecer na PGR por ter abusado do poder Político-institucional. Nesta base pretendo continuar a informar as populações dos seus direitos constitucionais e incentiva-las a reagir e livrar-se das garras dos partidos políticos, revoltando contra a injustiça nacional. Se a justiça não funciona o povo não tem como acatar as leis.

Até o povo resolver revoltar contra esses desmandos dos governantes continuarei a minha campanha interna, para acordarem do sono imposto pelos políticos e, internacionalmente, solicitando a atenção dos países doadores para os nossos vídeos demonstrando a realidade que se vive em Cabo Verde, em sectores que eles próprios já financiaram o Governo de Cabo Verde para resolver a miséria do povo das ilhas.

Estas viagens de caravanas ao estrangeiro, com a arrogante desculpa de visita aos emigrantes é uma fantochada criada para satisfazer o prazer desses governantes gananciosos e arrogantes.

Essas supostas visitas de trabalho junto das comunidades, por grupos de governantes, não tem sentido nenhum, sabendo que, de acordo com as leis das nações unidas, as embaixadas e os consolados são os representantes locais das comunidades emigradas.

O que nos leva até as despesas de deslocação dos supostos deputados da Diáspora que precisam ser eliminadas, retirando essa alínea do artigo da constituição.

Pois, já está provado de que esses supostos deputados da emigração não passam de comissários políticos dos partidos, para movimentar as base durante as campanhas eleitorais.

Se as embaixadas e os consulados fizerem os seus trabalhos de acordo com as regras universais exigidas pelas Nações Unidas Cabo Verde estará a poupar uma quantia que poderá resolver problemas como os da população de Chã das Caldeiras que tem sido vítimas de ambos os Governos e seus representantes locais.

Com os montantes gastos nas viagens de lazer, desses governantes, conseguir-se-ia resolver muitos problemas das pessoas na Boavista, na Praia e em São Vicente que estão sobrevivendo graças aos restos de comida que recolhem nas lixeiras municipais.

Com os gastos supérfluos da Assembleia e outras instituições governamentais resolver-se-ia a questão da falta de habitação, falta de água para a agricultura, preço elevado da electricidade e água, saneamento, saúde, crianças que não frequentam nenhum estabelecimento escolar porque os pais não têm como os alimentar e ou os vestir para atenderem às aulas dignamente entre os colegas.

Quanto ao elevado nível de desemprego, está bem claro que existe uma falta de solução imediata para se pôr cobro aos problemas sociais e empregabilidade dos mais de 65 mil jovens desempregados no país. Não podemos esquecer que a população total do país é de apenas 525 mil habitantes.

Essa ausência de postos de trabalho entre os jovens está alimentando a epidemia do uso descontrolado de bebidas alcoólicas e o uso de drogas de toda a espécie.

Resumindo e concluindo, os governantes são eleitos para trabalhar em prol do bem estar da nação e as suas populações e, não para estarem constantemente a passear por todo o mundo para participar em festejos, com os camaradas, ignorando o sofrimento das populações como o que se passa nas ilhas de Sao Nicolau, Santo Antão, Brava, Maio e interior de Santiago.

A Voz do Povo Sofredor

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