Políticas Fiscais em Cabo Verde: Entre a Retórica e a Realidade Económica

O discurso governamental sobre políticas fiscais em Cabo Verde é otimista, mas pouco profundo. As receitas fiscais cresceram, mas à custa de maior carga e formalização forçada. O número de empresas aumentou, mas em grande parte por efeito estatístico. A redução do IRPC pode fragilizar o orçamento e aumentar o endividamento. Os incentivos à diáspora são simbólicos e não respondem às necessidades reais. O país precisa de uma política fiscal que equilibre incentivo e disciplina, garantindo justiça entre contribuintes e sustentabilidade das contas públicas. A diáspora, motor...

Pensar Santiago Norte

Pensar Santiago Norte é, afinal, pensar Cabo Verde de forma mais justa, equilibrada e sustentável. É reconhecer que não haverá desenvolvimento nacional pleno, enquanto uma das regiões mais ricas em história, cultura e potencial económico continuar a ser deixada para trás.

O elogio que vira culpa

Um Estado que elogia os seus emigrantes apenas quando eles brilham, mas os responsabiliza quando tropeçam, não está a governar: está a reagir. E um país pequeno, com uma história de mobilidade forçada e escolhida, não pode dar-se ao luxo de tratar a sua diáspora como um ativo descartável do discurso político. Talvez seja tempo de perguntar menos “o que fizeram os cabo-verdianos” e mais “o que poderia o Estado ter feito diferente”. Porque culpar é fácil. Representar, é mais difícil. Mas é exatamente para isso que existe um Governo.

Estados Unidos impõem caução e Governo culpa cabo-verdianos

Reagindo à exigência de uma caução de 15 mil dólares para a obtenção de vistos de turismo e de negócios, o Governo de Ulisses Correia e Silva emitiu um comunicado onde lava as mãos e culpa os cabo-verdianos. O Governo de Cabo Verde parece ter-se assumido como porta-voz do Governo dos Estados Unidos, explicando a medida e apontando responsabilidades ao seu próprio povo, que deveria defender.

BCV: Desaceleração da economia no primeiro semestre de 2025

É o Banco de Cabo Verde que o diz: a economia cabo-verdiana regista um crescimento de 4,9% no primeiro semestre deste ano, por razão do abrandamento da procura turística externa, mas também pela perda do rendimento das famílias e baixa confiança dos consumidores. É uma desaceleração da economia face aos 7,2% registados em 2024.

BAD recomenda a Cabo Verde que acelere as suas reformas estruturais

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) recomenda a Cabo Verde que acelere as reformas estruturais, no mais recente relatório sobre o arquipélago, que apresenta uma “perspetiva positiva, mas cautelosa” sobre o que podem ser os próximos anos.

Economia cabo-verdiana cresceu 7,2% em 2024 - BCV

A economia cabo-verdiana cresceu 7,2% em 2024%, e a taxa de inflação média anual continuou a cair, fixando-se em 1,0 por cento em 2023, anunciou hoje o Banco de Cabo Verde (BCV).