O dia de ontem levou Francisco Carvalho a Santa Catarina onde falou com pescadores em Rincão, visitou o mercado de Assomada e conversou com as pessoas nas ruas da cidade. Mais ao final do dia, o candidato a primeiro-ministro participou em um encontro com jovens na cidade da Praia.
O líder do PAICV e candidato à sucessão de Ulisses Correia e Silva assumiu ontem, na ilha das Flores, um compromisso claro: resolver o problema dos transportes, mas, também reforçar sectores-chave para o desenvolvimento local.
A falta de quórum impediu a reunião da primeira comissão especializada do parlamento que iria discutir e concluir a aprovação na especialidade do diploma sobre a alteração à lei sobre a poluição sonora.
Os deputados do PAICV eleitos pelo círculo eleitoral de Santiago Norte, encontram-se de visita ao município de São Salvador do Mundo, onde mantêm contactos com a população no âmbito da preparação do próximo debate parlamentar.
No último dia da sua visita, Ulisses Correia e Silva procurou atenuar a imagem negativa colada ao alegado descaso do Governo com o município, conforme foi, por várias vezes, denunciado pela presidente Elisa Pinheiro. Agitando a “bandeira da paz”, o primeiro-ministro diz, agora, que vão trabalhar em conjunto para concretizar “investimentos estruturantes” em Porto Novo. E, sem perder tempo, Governo e a Câmara Municipal assinam amanhã seis protocolos de parceria. É caso para dizer: “não há fome que não dê em fartura”.
PAICV e UCID apontam críticas ao Governo, acusando-o de ter “feito pouco”, principalmente no que respeita à mobilização de água, considerando que “agricultura sem água é um grande problema”. Por sua vez, o MpD defende que o executivo de Ulisses Correia e Silva tem “resultados palpáveis”. Já o ministro Gilberto Silva reconheceu que o problema está na estatística, defendendo a necessidade de rever as estatísticas agrícolas do país.
No balanço das jornadas parlamentares, Clóvis Silva criticou a fraca execução orçamental do Ministério da Agricultura e Ambiente, considerando preocupante que um setor do qual depende grande parte da população mais vulnerável continue a figurar entre os que menos executam o orçamento aprovado. O líder parlamentar do PAICV apelou a “uma mudança profunda no sector para levar desenvolvimento às comunidades mais afetadas do arquipélago”. Em debate vai estar, ainda, a política fiscal.