Governo - O Voo "Sem Djobi Pa Lado" da TACV

A reversão da privatização não foi uma vitória política - foi o reconhecimento silencioso de um erro estratégico profundo. Este episódio expõe uma governação que priorizou a ilusão de modernidade em vez de bases sólidas. Infelizmente, falhas desta magnitude na gestão de ativos estratégicos custam caro ao país, tanto em termos de recursos financeiros como na credibilidade das instituições nacionais perante o mundo e perante os próprios cabo-verdianos.

Xeque-Mate

Há momentos na vida política de um país em que a discussão deixa de ser ideológica e passa a ser estrutural. Não se trata de esquerda ou direita, de continuidade ou alternância. Trata-se de responsabilidade, de capacidade de decisão e, acima de tudo, de garantir que o Estado funcione quando é chamado a proteger uma vida.

Caso Amadeu Oliveira. Quem protege o Estado de Direito?

Quando instituições que deveriam defender a Constituição preferem o silêncio, quando questões fundamentais sobre legalidade e transparência deixam de ser debatidas, ou quando a justiça faz tudo para ter o jogo a seu favor - sem qualquer fair play - o Estado de Direito começa lentamente a esvaziar-se de conteúdo. Não discutir possíveis violações constitucionais não protege o país. Pelo contrário: fragiliza a sua credibilidade interna e externa e disso não tenho dúvida.

O Estado da Nação e a Fiscalização sob Custódia. Uma análise cidadã da CPI - Amadeu Oliveira

Em democracias consolidadas, as CPIs têm o poder de investigar factos relevantes ao interesse público, mesmo que esses factos tenham sido objeto de sentenças judiciais. A investigação parlamentar é essencialmente política, não penal. Impedir o acesso a documentos ou depoimentos sob pretexto de independência judicial pode ser interpretado por órgãos internacionais como uma restrição à transparência e à responsabilidade (accountability).

Subserviência intencional: um processo da autossabotagem e senso narcisista

Não podemos esquecer que todo o subserviente é desprovido de carácter e dignidade. Com isso, será facilmente manipulável e tido como uma pessoa fácil de ser descartada. Por não ter raízes profundas e fibra comportamental, não terá como formar bases sólidas para um desenvolvimento pessoal e profissional duradoira de grande impacto. Todo o subserviente é frágil e incapaz de ser uma referência permanente. Ela se processa num prisma da razoabilidade e senso de insignificância com evidências de sofisticação, mas que na verdade, não passa de uma atitude de alguém com défices...

O povo paga, mas quem manda é o dono do feudo?

Cabo Verde precisa de líderes com a coragem de ter ao seu lado pessoas que pensam de forma independente. Líderes que não precisem de “apagar” o brilho dos outros para se sentirem fortes. O tempo dos “donos do lugar” já passou. O povo quer soluções, quer pão e, acima de tudo, quer ser respeitado por quem ele próprio escolheu para gerir o bem comum com ética e legalidade.

Caso Amadeu Oliveira: o que significa a omissão de 24 factos num acórdão de condenação?

Uma avaliação critica da verdade, poder e a fragilidade da justiça moderna cabo-verdiana