Reagindo às declarações da primeira-ministra dinamarquesa afirmando que os norte-americanos “estão realmente a virar as costas à aliança ocidental […] ao ameaçarem um aliado”, o presidente dos EUA disse que “se afetar a NATO, afetará a NATO”, mas que “eles precisam muito mais de nós do que nós deles" e acrescentou uma ironia, comparando a defesa da região, que faz parte do Reino da Dinamarca, a "dois trenós puxados por cães".
Nenhuma data, por mais simbólica que seja, constrói um país sozinha. As datas ganham sentido nas atitudes diárias: no respeito pelas instituições, na justiça social, na ética política e na defesa do bem comum. Celebrá-las é assumir o compromisso de não trair os valores que lhes deram origem. Cabo Verde é um país jovem. Honrar a sua história é preparar as novas gerações para o futuro.
Não há liberdade, quando a mobilidade, pilar de qualquer Estado arquipelágico, foi transformada num luxo inacessível. O transporte inter-ilhas é caro, irregular e imprevisível. Para muitos cabo-verdianos, visitar um familiar noutra ilha ou conhecer o próprio país é um privilégio inalcançável ao longo de toda uma vida. Não há liberdade, enquanto o povo aperta o cinto, o desgoverno esbanja. Milhões de dólares são gastos em show off internacional, feiras no Dubai, Ocean Race, fragatas, estátuas de 150.000 contos, escadarias de milhões na Lajinha e na Baía. Obras de vaidade,...
Em entrevista ao New York Times, o presidente dos EUA afirmou, ainda, que apenas a sua “própria moralidade” poderá limitar o alcance do seu poder global. Por outro lado, em entrevista ao canal de televisão Fox News, Donald Trump afirmou que gostaria de ver Corina Machado a dar-lhe o Nobel da Paz, como ela própria já prometeu.
Um Estado que elogia os seus emigrantes apenas quando eles brilham, mas os responsabiliza quando tropeçam, não está a governar: está a reagir. E um país pequeno, com uma história de mobilidade forçada e escolhida, não pode dar-se ao luxo de tratar a sua diáspora como um ativo descartável do discurso político. Talvez seja tempo de perguntar menos “o que fizeram os cabo-verdianos” e mais “o que poderia o Estado ter feito diferente”. Porque culpar é fácil. Representar, é mais difícil. Mas é exatamente para isso que existe um Governo.
A Assembleia da República aprovou ontem a audição do ministro dos Negócios Estrangeiros sobre o voo, classificado como de Estado, que transportou a mulher do ex-presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, e no qual foram apreendidos cinco milhões de euros. A proposta foi apresentada pelo Partido Socialista e aprovada na Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades.
Segundo a União Cabo-Verdiana Independente e Democrática, o comunicado do Governo de Ulisses Correia e Silva, a propósito da situação na Venezuela, reflete um alinhamento ideológico explícito com narrativas e interesses externos à tradição diplomática cabo-verdiana. “Trata-se de uma leitura política alinhada com determinados centros de poder internacionais, e não de uma avaliação jurídica ou consensual multilateral”, sustentam os democratas-cristãos.