A reação da CEDEAO ao (aparentemente) frustrado golpe de Estado de domingo no Benin, ao anunciar o envio de tropas para aquele país, evidencia que para a organização há golpes e golpes, que uns são mais censuráveis que outros e que, comparativamente à Guiné-Bissau, fica clara a dualidade de critérios. Por sua vez, José Maria Neves, ao mesmo tempo que se manifesta contra o golpe no Benin, estabelece um paralelo com a intentona de Bissau, onde a posição da organização sub-regional tem sido de sentido diferente.
Asseclas do partido do Governo persistem numa linha de ataques pessoais, de tentativas de assassinato de carácter a opositores e de perseguição a jornalistas, que deram errado no passado. Do ponto de vista do marketing político, trata-se de uma estratégia comprovadamente equivocada. E, se as eleições estão no papo, quais as vantagens de dizer que o líder do principal partido da oposição está de rastos, dando-lhe uma exposição pública que, certamente, ele muito agradece? E, já agora, por qual razão retomar velhas promessas requentadas e nunca cumpridas? Será que pensam que os...
Hoje, temos em Cabo Verde, um governo que é uma espécie de um grupo de amigos, orquestrados em um sistema que foge das suas responsabilidades governativas e que não apresentam ao povo as grandes opções do plano para o desenvolvimento e a transformação destas ilhas, e, saltita de casos em casos, fabrica e abraça vagas especulações, dando sempre vã esperança ao povo.
A responsabilidade tem de ser permanente, a prestação de contas tem de ser pública, a solidariedade tem de ser real e não apenas simbólica. Não podemos continuar a viver entre tragédias repetidas e relatórios que ninguém lê. Não podemos continuar a medir o sofrimento conforme a conveniência política. E não podemos continuar a tratar o povo como espectador das suas próprias perdas. Se Cabo Verde quiser ser um país que respeita as suas ilhas, a sua diáspora e a sua gente, terá de começar por uma verdade simples, a água pode cair onde quiser, mas a solidariedade e a...
...só em democracia o discurso de ódio é legítimo — não por ser bom, mas porque é na liberdade que ele pode ser combatido. Em regimes autoritários, o ódio é censurado ou, pior, transformado em doutrina de Estado. Em democracia, ele é desafiado. É confrontado pela palavra, pela crítica e pela inteligência coletiva. A coragem democrática é, pois, a coragem da confiança: confiar que os cidadãos saberão distinguir o insulto da verdade, o fanatismo da razão, a fúria da justiça. A liberdade de expressão não é uma concessão: é a fundação da própria democracia. E se...
A diretora da Televisão de Cabo Verde (TCV) reagiu ao comunicado do Conselho de Administração da Rádio Televisão Cabo-verdiana, acusando-o de querer destruí-la pessoal e profissionalmente, recorrendo a dados do seu processo pessoal, que nada tem a ver com o presente caso. Cronologicamente, Dina Ferreira desmonta os argumentos do CA da empresa pública de comunicação social.
Mais de meia centena de repórteres entregaram os seus crachás de acesso ao edifício, após o governo de Donald Trump ter imposto restrições à cobertura de assuntos da Defesa. A decisão é vista como um ataque à liberdade de imprensa.