Cabo Verde não nasceu para ser plateia de ninguém, nasceu para ser obra colectiva, construída por gente digna, que nunca precisou de ordens para erguer o impossível. E digo-o sem hesitação, com a firmeza de quem acredita no país como quem acredita no sangue que lhe corre nas veias, Cabo Verde merece líderes que o sirvam, não actores que o representem. Merece um futuro que não seja promessa, mas construção. Merece respeito, merece verdade e merece grandeza. Porque este povo, que enfrentou mares bravos, secas cruéis e migrações forçadas, não pode ser tratado como figurante de...
O coordenador do projecto de implementação do Centro Integrado de Tratamento de Resíduos Sólidos (CITRES) na ilha do Maio, João Martins, afirmou esta terça-feira, 17, que a ilha pretende tornar-se uma referência nacional na recolha e reciclagem de resíduos.
Garrafas de plástico com rótulos da Malásia, China e Singapura deram a volta ao mundo e foram recolhidas no areal de praias em Cabo Verde, durante a última ação de limpeza da organização não-governamental (ONG) Biosfera.
Ulisses não tocou na base central das suas âncoras de suporte desde que, em 2016, chegou ao poder. Mantém os vices do MpD no governo, muito mal avaliados pelos eleitores, e chutou aliados circunstanciais que o suportaram durante estes anos, não se inibindo, porém, de reduzir os poderes do seu número dois, esventrado de competências, mas mantendo o pomposo e injustificado cargo de vice-primeiro-ministro.
O artista cabo-verdiano Djam Neguin apresenta hoje, em Lisboa, a conferência-performance “Exercícios para ficcionar Cabral”, um terceiro objecto artístico inspirado nas suas criações anteriores, com um olhar sobre o legado de Amílcar Cabral.
Os nacionalistas pan-africanistas e democratas revolucionários caboverdianos sempre argumentaram que, sem a participação caboverdiana na luta político-armada na Guiné dita Portuguesa/na Guiné-Bissau, não teria sido possível (ou teria sido extremamente difícil) fazer vingar junto das autoridades políticas portuguesas o direito do povo de Cabo Verde à autodeterminação e à independência política, negado ou relativizado por aqueles caboverdianos que ainda navegavam nas águas pantanosas quer de “uma autonomia político-administrativa no quadro de uma Nacão portuguesa doravante...
...logo após o 25 de Abril de 1974, medidas de grande impacto político foram tomadas ou influenciadas pelas diferentes correntes político-ideológicas conotadas com o PAIGC. Foram os casos da libertação dos presos políticos do Tarrafal, a 1 de Maio de 1974; dos confrontos de jovens praienses com os militares portugueses no dia 19 de Maio de 1974; da fundação do jornal independentista Alerta para substituir, e em resultado da repectiva extinção, do oficioso e (arqui-) colonial-fascista semanário O Arquipélago; da recusa dos mancebos caboverdianos aquartelados no Centro de...