A imortalidade em tempos de pandemia. Apontamentos avulsos de um confinado por mor da vigente situação de calamidade pública sanitária

OITAVAS E DERRADEIRAS ANOTAÇÕES PARA A HONRA E A GLÓRIA DE ALGUNS VERDADEIROS E AUTÊNTICOS MORTOS IMORTAIS NOSSOS, DO POVO DAS ILHAS E DIÁSPORAS, COM ENLEVADA, SE BEM QUE SINTETIZADA, REMEMORAÇÃO DE OUTROS MAIÚSCULOS (RE) CRIADORES E (RE) INVENTORES DO NOSSO MUNDO CABOVERDIANO, AINDA E PARA TODO O SEMPRE DO POVO DAS ILHAS E DIÁSPORAS

Cabo Verde e a sua lacuna identitária: Epistemologia de ausência*

Essa discussão marca uma diferença estabelecida no cerne da minha própria identidade, por ter nascido, crescido e vivido uma parte da minha vida num espaço ambíguo, na qual, o colonialismo português, feriu gravemente a existência de um povo, roubando-os seus recursos naturais (material e humano), reprimindo-os com trabalhos escravos e de capatazia, plantando discórdia no seio das suas comunidades, asfixiando as suas narrativas com as falsas histórias, assim, quebrando o elo harmônico desse povo com o jogo de classe, deixando o mesmo com a crise da identidade.

Boa Vista. Ancorada entre dois mundos!

Todos os cabo-verdianos deviam conhecer a Praia da Santa Mónica, uma das melhores praias do mundo. Mas não vim aqui para falar da geográfica física e sim da geografia humana da ilha da Boa Vista!

Princezito, Le chasseur de poèmes

... Esta expressão profundamente figurativa, já criou asas, desenvolveu uma consistente plumagem e já viaja pelos céus e terras do mundo pelo tema Pilonkan, escrito, musicalizado e interpretado por Princezito, de quem vos sugiro falarmos agora:

Jovem Djery lança “Friday Talks”

Djery Mascap Fz ou apenas Djery está a lançar na cidade da Praia, o ciclo de conversas “Friday Talks” com o objetivo de fazer com que os “jovens não fiquem apenas nas redes sociais, no canto dos seus sofás, a debater o mundo à distância”, mas saiam à rua e venham se encontrar com outros jovens e todos os demais que queiram participar numa reflexão aberta e sem tabus.

Motivo Fútil

A morte de Giovani não foi acidente ou obra do destino!

A contextualização do teatro cabo-verdiano

O teatro cabo-verdiano é tão antigo quanto ao achamento do próprio arquipélago pelos navegadores portugueses, Diogo Gomes e António da Noli, entre 1460 e 1462, embora não tendo sido permitido, legalmente, o seu aviamento tradicional ou verdadeiramente autóctone, até 1975. Pois, tudo o que antes era permitido e que pudesse ser considerado tradição terra a terra, era à lupa joeirado pela administração, que receava insurreição por parte dos escravos, e pela Igreja que não considerava muito católica as tradições africanas, apodando-as mesmo de profanas e pagãs. Não se podia...