O ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, disse hoje que só haverá "garantias absolutas da privatização da companhia aérea TACV quando o contrato estiver assinado, adiantando que o processo continua a comportar riscos.
O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, admitiu hoje que o Estado está a injectar anualmente na TACV cerca de um milhão de contos para “viabilizar” a empresa.
Jorge Spencer Lima, antigo administrador não executivo da TACV, admitiu esta sexta-feira, 9, que os pilotos tinham uma “grande influência” na gestão da companhia aérea, fazendo com que “fossem agravados os resultados e, sobretudo os gastos financeiros”.
O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, tem uma participação de 10% na Tecnicil, empresa de que foi administrador e que está a ser acusada de proteccionismo por parte do governante, através do aumento de taxas alfandegárias. Nos registos de interesses depositados no Tribunal Constitucional, consultados pela agência Lusa, Olavo Correia declarou ligações ao grupo, até agora o principal beneficiário do aumento das taxas de importação de leite decretadas pelo atual governo.
Mal saiu a notíca de que, afinal, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças é também accionista da Tecnicil - empresa que supostamente estará a ser protegida pelo Governo no comércio do leite - o PAICV pediu hoje no Parlamento a demissão imediata de Olavo Correia. Mas, o MpD prefere segurar o seu número 2 no Governo.
“Desafios e Oportunidades a Curto, Médio e Longo Prazo da aviação Civil em Cabo Verde” é tema de um debate que decorre na ilha do Sal desde a manhã de hoje. O encontro, promovido pelo Governo, reúne stackholders do sector de várias partes do mundo.
A companhia cabo-verdiana TACV iniciou hoje a sua actividade na base operacional da ilha do Sal, com voos oriundos do Recife e com destino a Lisboa e com um voo de Lisboa com destino a Fortaleza.