O ato público de abertura do novo ano político e parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, presidido por Francisco Carvalho, acontece na próxima sexta-feira, pelas 17:00, juntando a militância e dirigentes no Auditório Nacional, na cidade da Praia, numa primeira largada para disputar o poder em 2026.
É um país a duas vozes aquele que hoje desfilou no Parlamento. De um lado, as oposições que apontam responsabilidades ao Governo pela crise energética, sentida, vivida pelas pessoas comuns; do outro, o partido que sustenta o Governo e nega a existência de qualquer crise, defendendo tratar-se apenas de avarias pontuais...
O primeiro-ministro garantiu hoje que as reiteradas falhas no fornecimento de eletricidade resultam de avarias sistemáticas em grupos de geradores e não de uma insuficiência da capacidade instalada face à procura. O chefe do Governo rejeitou a ideia de um défice estrutural e garantiu que estão a ser implementadas medidas para estabilizar e normalizar o serviço de eletricidade.
O líder do grupo parlamentar do PAICV criticou hoje as falhas do Governo na implementação de políticas nos sectores da justiça e energia.
O PAICV acusou ontem o Governo de má governação e falta de planeamento face à crise de energia e água em Santiago. Carlos Tavares anunciou a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as causas.
Até ontem, o maior partido da oposição não tinha recebido os documentos sobre o Orçamento do Estado para 2026. “É a primeira vez que isto acontece”, disse o novo líder parlamentar tambarina, Clóvis Silva, considerando tratar-se de “um facto político muito sério e relevante”.
No balanço das jornadas parlamentares, já sob a liderança de Clóvis Silva, o PAICV anunciou que vai utilizar todos os instrumentos parlamentares disponíveis para investigar o problema dos cortes de energia, e exigir do Governo as respostas que os cabo-verdianos merecem.