Com algemas nas mãos e nos tornozelos, Nicolás Maduro compareceu a um tribunal de Nova York para a sua primeira audiência, onde ouviu os crimes pelos quais é acusado, manifestando sempre um ar de grande tranquilidade e afirmando ser, ainda, presidente da República Bolivariana da Venezuela. No entanto, a acusação de chefiar uma organização criminosa de tráfico de estupefacientes, aparentemente inexistente, parece ser uma ficção construída pela Casa Branca com sérias dificuldades de se sustentar em julgamento.
Segundo António Guterres, a operação militar norte-americana lavada a cabo no último sábado, envolvendo bombardeamentos em Caracas e outras cidades venezuelanas, com a captura de Nicolás Maduro, suscitou profunda preocupação pelo desrespeito das regras do Direito Internacional.
Reagindo a nova ameaça de Donald Trump, que reiterou a intenção da sua administração em anexar a Gronelândia, Jens Frederik Nielsen disse que a ilha ártica está aberta ao diálogo, mas exige respeito pelo Direito Internacional e pelos canais diplomáticos. Por sua vez, o embaixador de Copenhaga em Washington afirmou que o seu país espera “respeito total da integridade territorial do Reino da Dinamarca”.
Declarando acompanhar “com grande preocupação” os desenvolvimentos na Venezuela, o Governo “reafirma o seu compromisso inabalável com os princípios fundamentais do direito internacional, consagrados na Carta das Nações Unidas” e manifesta “solidariedade” ao povo venezuelano.
Num verdadeiro Estado de direito democrático, a justiça não escolhe alvos nem atua em função de calendários eleitorais. Quando isso acontece, deixa de ser justiça e transforma-se em instrumento político. É essa a perceção crescente de amplos setores da sociedade cabo-verdiana: a de que a PGR, ao invés de servir exclusivamente a Constituição e a legalidade, está a ser instrumentalizada para proteger o poder instalado e neutralizar quem defende um Cabo Verde mais justo, mais solidário e verdadeiramente inclusivo.
O presidente dos Estados Unidos da América, classificou o ataque à Venezuela, em violação do Direito Internacional, como “operação brilhante”, confirmando o sequestro de Nicolás Maduro e de sua esposa. Governo Venezuelano diz não saber do paradeiro de Maduro e de Cilia Flores, exigindo uma “prova de vida”.
Quais direitos humanos, qual tráfico de drogas, qual quê, as verdadeiras intenções foram reveladas pelo próprio Donald Trump: os Estados Unidos da América vão estar “fortemente envolvidos na indústria petrolífera” venezuelana. Pudera, o país é detentor das maiores reservas de petróleo do planeta.