Em carta enviada a António José Seguro, presidente eleito da República Portuguesa, José Maria Neves sublinha “seu percurso político, sua estatura de estadista” e seu “firme compromisso com os valores fundantes da democracia, do Estado de Direito, da coesão social e do humanismo político”, princípios que Cabo Verde partilha.
Falta anestesia no Hospital Universitário Agostinho Neto. É um facto. O ministro confirmou-o. O resto é ruído político, tentativa de controlo de danos e, sobretudo, uma enorme falta de respeito por quem está numa cama hospitalar à espera que o Estado cumpra o mínimo: garantir condições básicas para tratar os seus cidadãos. Num país sério, um ministro não atacaria o mensageiro. Assumiria a falha, pediria desculpa aos doentes, explicaria o plano de contingência e os prazos de reposição. Aqui, preferiu-se anestesiar a verdade. Mas a dor, essa, continua bem acordada.
Votar não é um gesto automático nem um ritual vazio; é um acto de responsabilidade histórica. É o momento em que cada cidadão decide se contribui para aprofundar a democracia ou para a fragilizar; se escolhe o caminho da união em torno da dignidade do país, ou se cede à fragmentação e ao ruído. Cabo Verde construiu-se quando soube unir-se em torno de princípios maiores.
Com salão cheio, Francisco Carvalho esteve com emigrantes cabo-verdianos em Queluz, Portugal, num encontro marcado por uma forte participação da comunidade. O líder do PAICV disse que, após uma década de “políticas falhadas”, o MpD quer “ludibriar” os cabo-verdianos” e que os transportes são um “indicador do estado de degradação país”. E apresentou algumas das propostas para o futuro de país, em áreas como a saúde, a educação, a formação, os transportes, a habitação e o acesso à administração pública, entre outras.
A pouco mais de 24 horas das eleições presidenciais, António José Seguro (53,5%) é o único candidato que pode acreditar vir a ser o próximo chefe de Estado de Portugal, ganhando em todas as idades, regiões, classes sociais e entre homens e mulheres e colocando André Ventura (28%) a afundar nas intenções de voto.
Nenhuma democracia sobrevive quando o povo perde a capacidade de dizer: isto não é normal. Quando o povo perde essa capacidade o resultado final é a produção da normalidade, isto é: o processo pelo qual o inaceitável se torna tolerável e, depois, invisível.
Aos 23 anos deixou Cabo Verde e partiu para a América, levando uma mala de sonhos e os preciosos conselhos do tio António e a incumbência de representar dignamente a família do outro lado do mar, Não apenas a sua família genealógica, mas essa outra maior que são as almas de São Domingos todas juntas e a outra, maior ainda, que é cabo-verdianidade. Na música tornou-se referência e no setor de seguros fez a ascensão social e colocou-se no topo, sem nunca pisar ninguém. Na sua terra natal tem patente um projeto cultural de fôlego: “90 Dias Performance”, entre a música e a...