Não há liberdade, quando a mobilidade, pilar de qualquer Estado arquipelágico, foi transformada num luxo inacessível. O transporte inter-ilhas é caro, irregular e imprevisível. Para muitos cabo-verdianos, visitar um familiar noutra ilha ou conhecer o próprio país é um privilégio inalcançável ao longo de toda uma vida. Não há liberdade, enquanto o povo aperta o cinto, o desgoverno esbanja. Milhões de dólares são gastos em show off internacional, feiras no Dubai, Ocean Race, fragatas, estátuas de 150.000 contos, escadarias de milhões na Lajinha e na Baía. Obras de vaidade,...
À margem de um encontro com o presidente da República, onde foi apresentar os tradicionais cumprimentos de Ano Novo, o também bispo de Santiago fez um apelo ao respeito entre os partidos políticos durante o período eleitoral. Arlindo Furtado sublinhou que, durante os períodos de campanhas e eleições, é natural que surjam algumas crispações entre os partidos, mas pediu que não haja exageros, ataques pessoais ou acusações falsas.
Uma democracia que ignora a virtude moral dos agentes do governo e o escrutínio público empobrece, mesmo que todas as leis sejam normas corretas. Em Cabo Verde, garantir justiça não é apenas cumprir a lei; é praticar a virtude moral na aplicação da lei. Por outras palavras, é proteger e promover a dignidade humana, é dar voz à diáspora e à sociedade civil, e é exercer coragem cívica em momentos decisivos e em resolver conflitos.
Pela nação que somos, pelo que podemos ser: / Um Cabo / Verde inteiro, pronto a vencer. / Entre críticas que somam e a união que nos eleva, / que a nossa voz coletiva nunca recue nem se perca.
O Governo cabo-verdiano aprovou acordos de financiamento com organizações internacionais, no valor global de cerca de 12,7 milhões de euros, para reforçar o projeto de energias renováveis e eficiência energética do país, anunciou hoje o vice-primeiro-ministro.
No final de uma audiência com o presidente da República, o presidente da Associação Nacional dos Municípios Cabo-verdianos defendeu um maior quadro de transferência de verbas para garantir a implementação das agendas de governação local sem sobressaltos.
A interpelação ao Governo sobre a política nacional de pescas teve o desfecho que já se previa. PAICV e UCID acusaram o executivo de Ulisses Correia e Silva de falta de políticas estruturantes; o MpD devolveu a crítica e acusou as oposições de falta de ideias. O debate parece ter terminado da pior maneira: sem respostas concretas às inquietações do setor, às necessidades reais de quem sobrevive da pesca e do pescado.