No ano em que o mundo consagrou a morna, Cabo Verde abriu as fronteiras aos turistas estrangeiros, privatizou a companhia aérea, entregando-a a investidores islandeses e deixou os transportes marítimos nas mãos da empresa liderada pela portuguesa Transinsular.
As companhias aéreas que operam ligações domésticas em Cabo Verde estão agora obrigadas a reservar 10% dos lugares em cada linha para a tarifa social, com pelo menos 40% de desconto, beneficiando idosos, estudantes e famílias numerosas. A medida consta do decreto-lei 54/2019 de 10 de dezembro, aprovado pelo Governo, promulgado pelo Presidente da República, para entrar em vigor na quarta-feira.
O novo barco alugado pela CV Interilhas já está atracado ao cais do Porto Grande, no Mindelo, e deverá começar as operações a partir desta quinta-feira, conforme informações avançadas pelo director de operações da empresa.
A Cabo Verde Interilhas já efectuou 530 ligações e transportou 71 mil passageiros nas cinco semanas da sua entrada em funcionamento, informou a empresa, mostrando-se “confiante” no seu percurso.
A situação que se vive no País, provocada pelo Governo que tomou posse em 2016, assemelha-se, a cada dia que passa, a uma espécie de mão cheia de nada, de desnorte e, em última instância, é CAÓTICA. E creio que já são muito pouco os que fingem perceber o que Ulisses Correia e Silva e Olavo Correia, PM e VPM respetivamente, considerados os dois homens de proa da governação ventoinha, pretendem de Cabo Verde e do nosso Povo!!
O secretário-geral do MpD considerou as declarações do vice-presidente do PAICV sobre privatização dos transportes marítimos “narrativas de uma oposição negativista e sem credibilidade que aposta na criação de um sentimento anti estrangeiros e anti privados”.
O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) considerou esta terça-feira, 17 de setembro, que o aval concedido pelo Governo à concessionária de transportes marítimos, Cabo Verde Interilhas, vai “solidificar cada vez mais o monopólio nos transportes marítimos”.