...o crioulo cabo-verdiano está vivo e vibrante. Mas impor-lhe um padrão artificial, “laboratorial”, sem trabalhar o preconceito muito baseado no chamado bairrismo entre ilhas e regiões vai desembocar sempre em situações em que alguém vai conseguir demonstrar que o padrão se baseia e se parece mais com uma variedade de uma região do que de outra. Poderia ter um efeito semelhante ao do occitano: dividir em normas concorrentes, afastar os falantes, e fragilizar a própria apropriação da língua.
Apesar das campanhas estatais a favor da formalização das empresas e dos seus gestores, a legislação cabo-verdiana continua a impor barreiras legais e contribuições redundantes que, em vez de facilitar a regularização, a tornam quase impossível. A exigência de inscrição obrigatória do gerente em cada empresa onde exerça funções, mesmo já estando inscrito no INPS, é apenas uma das contradições gritantes de um sistema que se diz amigo do investimento, mas que na prática penaliza quem tenta cumprir a lei.
Quem apoia o atual projeto de urbanização da Câmara Municipal do Sal ou desconhece os impactos negativos da asfaltagem descontrolada, ou defende interesses alheios ao desenvolvimento sustentável da ilha. Esta posição, além de desinformada, revela uma desonestidade intelectual, pois até agora não foram apresentados argumentos técnicos ou sociais válidos que sustentem tal intervenção. O projeto em curso viola os Objectivos do Desenvolvimento sustentáveis e o Decreto-Lei nº 20/2011, afastando a ilha de um futuro inclusivo e sustentável e empurrando-a para um claro retrocesso...
A Polícia Judiciária (PJ) emitiu esta terça-feira, 20, um comunicado, esclarecendo que as informações que circularam nas redes sociais que uma cidadã brasileira procurada a nível internacional, conhecida por Maria do Pó, estaria a residir em Cabo Verde são falsas.
O proprietário de hotel Marco Giandinoto expressou hoje “preocupação” com a situação do turismo na Brava tendo em conta as dificuldades de transporte de e para a ilha que neste momento “é incerto”.
Mas sejamos francos: terá o país sequer condições para acolher emigração estrangeira? Temos hospitais suficientes, escolas capazes, políticas de integração, e habitação digna? Ou vamos apenas empilhar seres humanos em bairros clandestinos, onde a miséria é mais fácil de ignorar? Não é só incoerente, como é indecente! É urgente que perguntemos: a quem serve esta política? Quem lucra com este “intercâmbio de misérias”? E sobretudo, quem nos defende de quem nos governa?
Em Cabo Verde, ainda que sem qualquer estudo, pela experiência, podemos considerar que o Professor não é uma profissão prestigiada, tanto mais que, quem vai “parar” ao professor, na maior parte dos casos, é porque não teve outra alternativa, ou então, é porque pretende ocupar-se temporariamente, enquanto se aguarda por uma oportunidade de emprego de maior prestígio social e financeiramente mais aliciante. Olhando para todos esses cenários e exemplos, sugere-nos que Cabo Verde precisa de uma profunda reforma no modo de seleção, formação, integração pós-formação e...