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clemente garcia

O Presidente da Câmara Municipal de São Domingos que lidera a associação que se reúne hoje, 25, em assembleia-geral assegura que falta a construção, em Santa Catarina, de um centro de transferência para servir toda a região norte da ilha.

Segundo Clemente Garcia, os autarcas vão debater a montagem de um projeto que visa a edificação de um centro interpretativo para toda a ilha de Santiago que se espera venha a ser um grande atrativo turístico.

A preparação de um fórum sobre a inter-municipalidade com o apoio de uma associação de municípios, de Portugal, e com financiamento do fundo da região espanhola da Andaluzia para a solidariedade internacional.

O Presidente da Associação perspetiva o fórum como um espaço de reflexão para potenciar os serviços comuns a todos os municípios como é o caso da empresa intermunicipal "Aguas de Santiago".

Fonte: RTC

Programa de mau ano agrícola1

Os parceiros de Cabo Verde já desembolsaram 880 mil 520 contos dos 1,2 milhões de contos escudos do orçamento para o programa de emergência para atenuar os efeitos da seca e do mau ano agrícola. Desse montante, 48,3% já foram utilizados, ou seja, quase metade do total disponível.

As informações constam do relatório sobre os resultados da 1ª avaliação do “Programa de emergência para atenuar os efeitos da seca e do mau ano agrícola 2017/2018”, hoje apresentado aos parceiros na Cidade da Praia, numa cerimónia co-presidida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Luís Filipe Tavares, e pelo ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva.

De acordo com o relatório do programa, que teve início em Dezembro de 2017 e termina em Outubro de 2018, o maior doador do país é a União Europeia, que deve disponibilizar 780 milhões de escudos dos 1.124.780.000 escudos orçamentados, sendo que a cinco meses do fim, 17 câmaras municipais já apresentaram relatório da implementação do programa.

O mesmo documento, apresentado pela técnica do Ministério da Agricultura e Ambiente, Lígia Matos, refere que o programa de emergência para atenuar os efeitos da seca e do mau ano agrícola já criou 19.257 postos de trabalho nas comunidades, na sua maioria no concelho de Santa Catarina, na ilha de Santiago, que gerou 5.823 empregos.

Em declarações à imprensa depois da apresentação do relatório, o ministro Luís Filipe Tavares afirmou que, pelas informações disponibilizadas, já foram implementadas quase 60 por cento (%) das acções previstas no programa, nomeadamente a mobilização de milhares de metros cúbicos de água para salvamento de mais de 150 mil cabeças de gado.

“Sabemos que nem tudo é feito de acordo com aquilo que seria o ideal, mas o percurso faz-se caminhando. Nós estamos a caminhar com muita seriedade e cremos que o impacto final deste plano vai ser muito positivo para a melhoria das condições de vida das nossas populações rurais”, frisou.

Quanto aos quase 20 mil postos de emprego criados, o governante esclareceu que são empregos produtivos para resolver as situações das famílias, permitindo-lhe terem rendimentos para fazer face à situação actual, sublinhando que o objectivo é, até ao final do programa, criar cerca de 30 mil postos de trabalho.

Entretanto, Luís Filipe Tavares assegurou que, no âmbito da política do Governo, estão a fazer-se investimentos para a criação de mais de 45 mil empregos durante esta legislatura, conforme o executivo prometeu.

“A nossa preocupação é criarmos capacidade de resiliência no nosso país, para permitir que Cabo Verde tenha capacidade de enfrentar essas adversidades climáticas e para que esses maus anos agrícolas não sejam sempre um Deus nos acuda”, disse, notando que a seca de 2017 é a mais grave dos últimos 36 anos no arquipélago.

Presentes no evento estiveram, entre outros parceiros internacionais, a embaixadora da União Europeia em Cabo Verde, Sofia Moreira de Sousa, a embaixadora de Portugal, Helena Paiva, a embaixadora da Espanha, Caridad Batalla Junco, e o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em Cabo Verde, Rémi Nono Womdim.

Com Inforpress

mercurio

Os riscos do mercúrio na saúde são grandes. Este metal é muito acumulável, mas não há forma de o eliminar. É responsável, por exemplo, pela má formação do feto, problema relacionado ao cancro e a capacidade motora das pessoas. A Convenção de Minamata em Mercúrio é o primeiro grande tratado ambiental desde que o Protocolo de Quioto entrou em vigor em 2005. 

Cerca de 97% do mercúrio libertado em Cabo Verde advém de actividades humanas, revelou hoje o estudo sobre a Avaliação Inicial Minamata (MIA), elaborado pelo país para conhecer a libertação desse metal líquido no arquipélago.

A revelação foi feita à imprensa, na Cidade da Praia, pelo director nacional do Ambiente, Alexandre Rodrigues, à margem de um workshop de validação do projecto de “Avaliação Inicial da Convenção de Minamata sobre o Mercúrio em Cabo Verde e São Tomé e Príncipe”.

“Cerca de 51% de mercúrio que é libertado em Cabo Verde provem do pescado, baterias, termómetro, medidor de pressão, ou nas lâmpadas, e cerca de 46% tem a ver com a forma como fazemos a gestão dos nossos resíduos sólidos”, disse o responsável, esclarecendo que por ser um país que importa esses produtos, Cabo Verde deve conhecer as suas lacunas e promover a eliminação, onde que possível, do referido metal.

A MIA faz parte dos primeiros passos que Cabo Verde já deu, através do Ministério da Agricultura e Ambiente, e com o financiamento do Fundo Global do Ambiente (Global Environmental Facility – GEF) e Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), com vista à ratificação da Convenção de Minamata em Mercúrio, que entrou em vigor em 2014.

O objectivo geral da Avaliação Inicial Minamata é de apoiar Cabo Verde na conclusão das actividades de pré-ratificação no quadro da Convenção de Minamata de modo a possibilitar a tomada de decisão política e estratégica para priorizar as áreas para futuras intervenções, complementando, desta forma, os esforços do país na redução progressiva da exposição ao mercúrio para a saúde humana e para o ambiente.

“Os riscos na saúde são grandes. Mercúrio é muito acumulável, mas não temos forma de o eliminar, sendo que tem provocado em várias partes do mundo, de entre outros riscos, a má formação do feto, problema relacionado ao cancro e a capacidade motora das pessoas”, disse, acrescentando que se pode encontra em algumas pesticidas ou cosméticos esse tipo de metal líquido nas suas composições.

A Convenção de Minamata em Mercúrio é o primeiro grande tratado ambiental desde que o Protocolo de Quioto entrou em vigor em 2005 e aborda questões relacionadas com a utilização e libertação de mercúrio através do comércio, usos industriais, e as emissões atmosféricas, bem como o armazenamento a longo prazo e a eliminação de mercúrio e seus compostos.

No encontro de hoje, cuja cerimónia de abertura foi presidida pelo ministro de Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, participam técnicos nacionais e especialistas internacionais do Instituto de Investigação em Biodiversidade (BRI), que é o responsável pela execução e coordenação das actividades do projecto MIA, em estreita colaboração com o Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), através da Direcção Nacional de Ambiente (DNA).

Com Inforpress