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hurricane

O Centro Nacional de Furacão dos Estados Unidos emitiu um alerta sobre a possibilidade de uma tempestade que se aproxima de Cabo Verde, movendo-se no sentido este-noroeste, poder atingir o arquipélago nas próximas 24 horas, provocando “mar revoltoso, vento muito forte e possibilidade de chuva forte.”

As chances de o temporal chegar a Cabo Verde, sobretudo as ilhas do Norte, são fortes, a ponto de o Instituto Marítimo e Portuário (IMP) ter interditado esta segunda-feira, 14, a saída de embarcações de pesca loem São Vicente por causa da previsão do mau estado do tempo, durante as próximas horas.

Em comunicado, o IMP avisa que nas próximas 24 horas o vento estará fresco a muito fresco com rajadas ocasionais, e ondulação de 1,5 a 3,0 e de 2,5 a 4,0 metros. Esta interdição, avançou a mesma nota, estende-se a botes e pequenas embarcações de boca aberta.

O IMP aconselhou ainda a “redobrada atenção” aos navios ancorados na baía do Porto Grande e nas imediações dos estaleiros da Cabnave para se “reforçar as amarras dos navios e aumentar a vigilância” e um “monitoramento constante” da posição em que se encontram ancoradas, enquanto se mantiverem estas condições do tempo.

O Instituto Marítimo e Portuário (IMP) recomendou também os moradores e condutores que circulam em zonas próximas da orla costeira uma “atenção redobrada” e que “sigam à risca todas” as instruções das autoridades “até que a situação normalize”.

Santiago Magazine/Inforpress

Técnico MAA 02 Inforpress

O Governo já gastou cerca de quatro mil contos no combate aos gafanhotos, que está a afectar, sobretudo a ilha de Santiago, revelou o director-geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária, José Teixeira.

O responsável, que falava à imprensa, na zona de Cidadela, arredores da Cidade da Praia, para fazer um ponto de situação da campanha de combate à praga, informou que estes gastos são operacionais e que não incluem as viaturas e o equipamento de tratamentos.

Acrescentou, que no âmbito da campanha agrícola fitossanitária, o Governo, “que se prepara há seis meses”, reforçou verbas para enfrentar todas essas situações.

José Teixeira informou ainda que essa campanha, que iniciou nos meios rurais, já chegou aos centros urbanos com intervenções no Aeroporto Internacional Nelson Mandela, na Presidência da República e no Palácio da Assembleia Nacional.

“Agora estamos na cidade para ver jardins e também acalmar os ânimos das pessoas urbanas porque não estão habituadas com gafanhotos, que não fazem nada a ninguém e só comem graminhas e plantas”, avisou.

No entanto, garantiu que está se a trabalhar para que haja a diminuição dos gafanhotos, acautelando que esse controlo é aliado ao combate que se faz nos termos da estratégica do Ministério da Agricultura quanto ao ciclo de nascimento desse insecto.

“Os gafanhotos não nasceram todos ao mesmo tempo, vamos ter diminuições, mas o controlo é aliado à estratégica de combate que o ministério tem traçado há muito tempo”, explicou o responsável da Direcção Geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária (DGASP).

Em relação à situação agrícola José Teixeira disse que neste momento estão a proteger as zonas onde há possibilidade de haver um bom ano agrícola, designadamente nas zonas mais altas.

De acordo com José Teixeira, as zonas mais afectadas com a praga de gafanhotos estão nos municípios da Praia, Ribeira Grande Santiago, São Domingos, Santa Cruz e Tarrafal.

A praga afecta também as ilhas do Fogo, São Vicente e São Nicolau.

Com Inforpress

Gofinhos Boa Vista 01

Cerca de 200 golfinhos deram à costa esta terça-feira, 24, na praia de Altar, perto da localidade de Bofareira, na ilha da Boa Vista. 163 foram devolvidos ao mar, mas ainda se desconhece a causa desta tragédia.

De acordo com a delegada do Ministério da Agricultura e Ambiente, a bióloga Ivone Delgado, após terem sido informados desse arrojamento, mobilizaram-se as ONG, turistas em excursão, a protecção civil e outas autoridades que se engajaram para tentar devolver ao mar os golfinhos que ainda estavam vivos.

Entretanto, conforme Ivone Delgado relatou, por volta das 15:00, parte dos golfinhos regressou à costa, mas conseguiram fazer com que alguns retomassem o mar.

“Fizemos a recolha a músculos de três golfinhos que morreram, para análises biológicas no exterior, a fim de saber quais as causas deste arranjamento”, afirmou a técnica, adiantando que na quarta-feira vão fazer o ponto da situação e ver o que fazer com os golfinhos que já estão mortos.

Segundo, Ivone Delgado, técnica do Ministério da Agricultura e Ambiente, com o engajamento dos cidadãos nacionais, nomeadamente moradores do norte da ilha e da Bofareira e dezenas de turistas que interromperam as suas excursões foi possível devolver 163 golfinhos ao mar.

Uma tarefa que conforme salientou não foi nada fácil, mas muito gratificante. Ao Boa Vista no Ar, Ivone Delgado avançou que já recolheram as amostras dos três golfinhos que acabaram por falecer, para a realização de necrópsia e tentar saber as possíveis causas desse arrojamento.

Esta nquarta-feira a equipa vai voltar ao terreno e ver o ponto de situação, tendo em conta que alguns golfinhos que foram devolvidos ao mar, voltaram à praia.

Com Boa Vista no Ar e Inforpress