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O Fundo Global vai financiar várias organizações cabo-verdianas com 226 mil euros no âmbito de programas para dar resposta à pandemia do novo coronavírus, bem como outras doenças, como paludismo, tuberculose e SIDA, segundo protocolos hoje assinados. 

Os documentos foram assinados, na cidade da Praia, com vista à implementação do programa “Investir para Alcançar a Eliminação do Paludismo e Impacto Contra a Tuberculose e VIH em Cabo Verde”, no âmbito de mecanismos de resposta à Covid-19.

 O financiamento do Fundo Global para a luta contra o VIH-SIDA, a tuberculose e o paludismo tem como recipiente principal o Secretariado Executivo do Comité de Coordenação do Combate à Sida de Cabo Verde (CCS-SIDA). 

Já os protocolos foram assinados entre a CCS-SIDA e os denominados recipientes secundários, nomeadamente Direção Nacional da Saúde, Instituto Nacional de Saúde Pública, Plataforma das ONG, Associação Abraço, Universidade de Cabo Verde e Associação Cabo-verdiana contra a Violência Baseada no Género. 

No ato de assinatura, na cidade da Praia, a secretária Executiva da CCS-SIDA, Celina Pereira, salientou a importância do programa para remover barreiras que envolvem direitos humanos e género para os cuidados de saúde e enfatizou o papel das comunidades na resposta ao combate à covid-19. 

“Esta cerimónia demonstra a preocupação do envolvimento da sociedade civil e a atenção que o programa terá para com o grupo mais vulnerável, universitários, mulheres e laboratório”, disse o ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, durante a cerimónia. 

“Todas as organizações devem ter, nesta luta, estratégias comuns e que os recursos cheguem a quem mais precisar. Nesta luta, o que vai fazer a diferença é a mudança de comportamentos, mas também a solidariedade institucional, organizacional e comunitária”, disse, por sua vez, Dirce Varela, presidente da Plataforma das ON e que falou em nome das organizações signatárias.   

O Fundo Global é um dos principais doadores internacionais de Cabo Verde que financia, a fundo perdido, o combate a essas doenças, no âmbito do Mecanismo de Resposta ao COVID-19 (C19RM), neste caso com 25 milhões de escudos (226 mil euros).

Criado em 2002, o Fundo Global é uma instituição financiadora internacional, que reúne governos, instituições da sociedade civil, o setor privado e as comunidades, dedicada a atrair e distribuir recursos que permitam prevenir e tratar o VIH e a SIDA, a tuberculose e a malária. 

Cabo Verde regista uma taxa de prevalência de SIDA de 0,8% e desde 2012 tem uma taxa de um caso de tuberculose por cada mil habitantes. 

No final da tarde de terça-feira, o país contabilizava um acumulado de 2.631 casos positivos acumulados de covid-19, dos quais 1.930 recuperados, dois doentes estrangeiros transferidos para os seus países e tem 673 casos ativos neste momento.

Com Lusa

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