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O inquérito sobre o acesso e consumo da comunicação social apresentado esta segunda-feira, 12, indica que a televisão continua a ser o meio de comunicação social mais usado pelos cabo-verdianos, com a taxa de utilização de 82 por cento (%). As redes sociais e a rádio completam o pódio nesta matéria.

Os dados foram apresentados pela directora das Estatísticas Demográficas e Sociais do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), Noemi Ramos, à margem da apresentação do estudo sobre o Acesso e Consumo da Comunicação Social em Cabo Verde, promovido em parceria com a Direcção-Geral da Comunicação Social.

Um estudo que tem como objectivo conhecer o nível de acesso aos meios de comunicação social, assim como compreender a notoriedade e o nível e confiança dessas entidades.

Segundo esta responsável, a recolha dos dados foi feita a nível nacional, entre Novembro e Dezembro do ano passado, com uma amostra de mais de seis mil pessoas com 15 anos ou mais.

No que se refere ao “ top três” dos meios de comunicação social mais utilizados pelos cabo-verdianos para se informar, avançou, na segunda posição estão as redes sociais com 42% e de seguida a rádio com 33%.

De acordo com o referido estudo, apenas 1% da população procura um jornal impresso para se informar.

No acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação, a televisão lidera a lista com 85 %, de seguida vem a Internet com 76% e a rádio com 46%.

A Televisão de Cabo Verde (TCV), é o canal com mais notoriedade no país (87%), de seguida vem a Record Cabo Verde (59%) e a SIC com 29 (%).

No que se refere à preferência das rádios, a nível nacional a emissora pública (RCV) lidera a lista, mas em algumas ilhas, nomeadamente São Nicolau e Maio as rádios comunitárias são as que têm mais notoriedade.

Referente à imprensa, o estudo do INE informa que 59 % dos inqueridos não sabem dizer o nome de um jornal impresso, enquanto 58 % não conseguem citar nome de um online, mas, de acordo com a mesma fonte, A Nação é o mais conhecido no país.

O inquérito aponta ainda que 74 % da população se encontra nas redes sociais, e que, em média, passam mais de 2 horas por dia nesses meios.

No seu discurso de encerramento, o ministro da Cultura e das Industrias Criativas, Abraão Vicente, garantiu que esses dados permitem ter instrumentos suficientes para se tomar medidas que visam “gerar melhores estratégias”.

A partir deste estudo, defendeu, os gestores dos órgãos da comunicação social poderão tomar decisões que possam ter “maior impacto” em termos de programação de conteúdos.

“A intenção desse estudo é perceber a evolução do sector e há razões para estarmos optimistas”, concluiu Abraão Vicente.

Com Inforpress



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