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Cabo Verde está na fase de transição das doenças infecciosas para as crónicas não transmissíveis que atingem cerca de 35% dos cabo-verdianos, sendo hoje a primeira causa de morte no país, revelou a presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública.

Maria da Luz Lima, que abriu esta quarta-feira o II Fórum Nacional de Promoção da Saúde, que decorre sob o lema “Promoção da Saúde e Saúde Global”, disse que o maior desafio neste momento são as doenças crónicas não transmissíveis como a hipertensão, diabetes e cancro, o que mostra que a epidemiologia das doenças está a mudar.

“O maior problema que temos agora são as doenças crónicas não transmissíveis, que têm outro perfil e outro carácter, o que implica estratégias novas porque são doenças derivadas de lógica diferentes, com um carácter permanente, não têm cura, têm de tomar medicamentos, cuidados sempre, onde as pessoas têm de fazer muita acção para não terem essas doenças sobretudo aquelas que têm familiar com essas doenças”, constatou, realçando que actualmente as doenças infecciosas estão reguladas.

“O foco são as doenças crónicas não transmissíveis que no fundo acaba por ser natural porque com o aumento da esperança de vida, e adoptação de hábitos de estilo de vida sobretudo a nível alimentar com o aumento e ingestão de produtos importados de outros países com muito sal, acabamos por ter um pouco esses factores de risco que nos levam a ter esses tipos de doenças não transmissíveis”, sublinhou.

Entretanto considerou que, neste momento, “a saúde está boa, com bons indicadores”, sendo que a qualidade de prestação de cuidados tem aumentado, com uma baixa taxa do HIV-Sida, doenças infecciosas controladas, há mais de 20 anos que o país não tem doenças preventivas pela vacinação, tendo assegurado que estão a trabalhar no acesso universal e promoção da saúde para ter menos doentes no futuro.

A responsável avançou que ainda no decorrer deste ano vai ser realizado o segundo inquérito de doenças não transmissíveis e factores de risco, sendo que todos os dias morrem nos hospitais pessoas com doenças consequências da hipertensão que se tornou na primeira causa de mortalidade em Cabo Verde, e, de acordo com os últimos dados de 2007, atinge cerca de 35 por cento da população cabo-verdiana.

“A hipertensão arterial é um problema muito sério, da qual precisamos de números para agir”, precisou, frisando que, de acordo com perfil epidemiológico do país, a promoção é a melhor “arma” para combater os factores de risco, doenças e suas consequências.

Tendo em conta esta problemática, afirmou que o Ministério da Saúde e da Segurança Social escolheu 2019 como o Ano da Hipertensão Arterial e Promoção dos Comportamentos Saudáveis” de modo a sensibilizar a população para esta questão.

Organizado pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), o evento visa sensibilizar e trocar experiências sobre a promoção da saúde e novas ferramentas a serem utilizadas na promoção da saúde de modo a ter o impacto desejado no combate às doenças.

Com Inforpress



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Comentários  

0 # Arena crítica 24-07-2019 13:00
É preciso alimentar bem e fazer exercício físico. Dormir bem e controlar o stress.
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