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Praça Porto Novo crianças na rua

Crianças envolvidas no tráfico e consumo de álcool e drogas, gravidez precoce e maus tratos são alguns dos problemas que começam a afligir o município do Porto Novo, em Santo Antão.

Segundo avança a Infporpress, este problema foi denunciado durante um encontro, esta segunda-feira, na cidade do Porto Novo, envolvendo diversas instituições ligadas directa ou indirectamente à problemática das crianças. A reunião aconteceu por iniciativa da Assembleia Municipal local, através da comissão de seguimento de questões dos munícipes.

O deputado municipal João Oliveira, presidente desta comissão, alertou para a existência de casos de crianças envolvidas no tráfico e consumo de drogas, problema que se nota com maior acuidade no bairro de Berlim, um dos mais problemáticos da cidade do Porto Novo.

Este eleito municipal denunciou ainda um caso de uma menor, nesse mesmo bairro, já em estado avançado de gravidez.

Trata-se de crianças e adolescentes oriundas, geralmente, de “famílias desestruturadas”, chefiadas por mulheres, que passam muito tempo nas ruas, um fenómeno que começa a preocupar instituições como o Instituto Cabo-verdiano da Criança e Adolescente (ICCA), as igrejas, o Ministério da Educação e a câmara municipal.

Representantes dessas instituições decidiram trabalhar, de forma integrada, com as crianças e as respectivas famílias, com vista a suster o problema de crianças na rua, que é já uma realidade no Porto Novo, que pode, “rapidamente”, evoluir para a situação de crianças de rua.

O padre José Pires, pároco local, considerou, porém, que a problemática de crianças na rua no Porto Novo “ainda não é alarmante, como nas grandes cidades”, mas comparou a situação a “um forno que está a aquecer”, que poderá trazer “problemas muito sérios”, caso não sejam tomadas medidas, desde agora.

Para o pastor da Igreja Nazarena, Silvino Medina, esta realidade advém, também, do “problema de pobreza que dói muito” no município do Porto Novo, onde muitas famílias, normalmente, chefiadas por mulheres desempregadas, são obrigadas a abandonar, durante muito tempo, as crianças à procura de “um dia de trabalho”.

A delegada do ICCA em Santo Antão, Earsénia Nico, admitiu a existência de casos de maus tratos de crianças, os quais têm sido atendidos e dado o devido encaminhamento, referindo-se, igualmente, ao facto de o fenómeno de crianças na rua começar a preocupar no concelho do Porto Novo.

O ICCA tem em funcionamento, já há alguns anos, no Porto Novo, um centro de dia frequentado por dezenas de crianças, todas em situação de risco, conforme Earsénia Nico, que explicou que este espaço tem procurado fazer a integração social, familiar, escolar e comunitária das crianças, através de uma orientação escolar, atendimento e acompanhamento psicológicos, mas, também, tem trabalhado com as famílias.

Com Inforpress



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