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MNE3

A polémica está em vigiar os funcionários nos corredores e entradas dos gabinetes. Alguns funcionários querem que a Comissão Nacional de Protecção de Dados seja ouvida, por considerarem excessiva esta medida, podendo ser atentatória dos seus direitos, enquanto cidadãos e funcionários do Estado, no caso do Ministérios dos Negócios Estrangeiros e Comunidades (MNEC).

Uma nota da Direcção Geral do Património, Orçamento e Gestão, subscrita por Gorete Silva, a que Santiago Magazine teve acesso, informa do processo de instalação das câmaras de videovigilância no edifício do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comunidades (MNEC), com a “finalidade de garantir maior segurança das instalações e de todos os funcionários, assim como assegurar o controlo de acesso de pessoas e viaturas ao parque exterior e da circulação nos corredores internos”.

A mesma nota observa que “as câmaras são instaladas no exterior do edifício e nos corredores internos, não podendo, em caso algum, captar imagens no interior dos gabinetes”.

Ora, os termos deste comunicado não caíram no agrado de um número considerável de funcionários, que consideram excessiva a instalação nos corredores internos no edifício, e querem que a Comissão Nacional de Protecção de Dados seja ouvida, antes da materialização da medida.

Aliás, a este propósito, Santiago Magazine teve acesso ao posicionamento de um alto funcionário da casa, Joaquim Maia, que considera “ser melindroso demais ter a impressão de estar a ser vigiado por todo o lado.”

Este diplomata defende que “os funcionários devem ser controlados à entrada e à saída colocando o indicador, ou os dedos nos aparelhos de impressão digital já instalados, à entrada do Ministério.”

No que diz respeito aos corredores que dão acesso aos gabinetes dos membros do Governo, no caso ministro e secretário de Estado, este diplomata diz ter nada a opor, “porque mais segurança melhor”.

"Agora nos corredores internos do MNEC, sobretudo nos corredores que dão acesso aos gabinetes dos funcionários públicos (controlar portas dos gabinetes funcionários), achamos que o Ministério devia ouvir a Comissão Nacional de Protecção de Dados", observa Jaquim Maia, no documento que Santiago Magazine teve acesso.

Não nos foi possível ouvir a versão do MNEC, no sentido de saber que as sugestões dos funconários vão ser ou não observadas na materialização desta medida. Contamos, numa próximo oportunidade, trazer a posição do MNEC sobre este assunto.

Comentários  

+3 # Djosa 16-11-2018 15:15
Quem não deve não teme! O local de trabalho é somente para trabalhar! Vocês querem é vida boa e fazer o que bem entenderem. Trabalhar que é bom, nada!
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+1 # Carlos JP 16-11-2018 14:07
É Redículo ver pessoas que se armam em inteligentes a cometerem erros infantis. Todas as instituições públicas e privadas empresas de etc etc.. em sua casa inclusive, devem e precisam possuir sistemas de segurança com base câmaras de vídeo vigilância tanto no exterior como no interior.
É leiiiiii... Contudo desde que seja implementada a luz da lei vigente e ao que este Sr. Diplomata esta a dizer deixa transparecer não ser conhecedor da lei a esse respeito.
As explicações do MNEC são factíveis - e o MNEC deve sim possuir sistemas de vídeo vigilância, assim como as Ruas da Capital do país já as têm e em breve em São vicente Sal e Boa Vista. Tudo pela iniciativa do próprio Governo. Ademais o próprio Palácio do Governo, na Várzea, onde estão outros tantos Ministérios já possui há muito tempo câmaras vigilância. Tal como os Ministérios da Justiça vizinho do MNEC e tantos outros que já possuem camaras de vigilância até nos corredores.
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+4 # Carlos Fortes Lopes 16-11-2018 11:44
Todas as instituições públicas e empresas devem e precisam ter câmeras de vídeo vigilância exterior e interior. Desde que não haja no interior dos gabinetes ou nos quartos de banho. De resto, seria até bom se todas casas e negócios tivessem câmeras de vídeo vigilância. Ter câmeras nos corredores de qualquer instituição não representa violação de privacidade. O local é público e precisa ser equipado com câmeras vigilância.
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+4 # Daniel Carvalho 16-11-2018 11:05
Qual é o problema, se os gabinetes não são salas privativas de ninguém? Sabe-se que muitos julgam ser, mas claro que muito indevidamente.Entretanto admito estar distante da realidade e do fundo do problema e neste caso, gostaria de conhecer os fundamentos daqueles que se opõe ou mesmo que apresentam reservas.
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